Autoridades dos territórios ocupados informaram que cerca de 25 mil palestinos foram forçados a abandonar suas casas ao longo do último ano na cidade de Tulcarém, na Cisjordânia, em meio a incursões e ataques do exército sionista e de colonos. O vice-governador de Tulcarém, Faisal Salameh, afirmou que a agressão contínua por mais de um ano provocou deslocamento em massa nos campos de refugiados de Tulcarém e Nour Shams, que ficaram sob fechamento quase total.
Salameh relatou que a primeira onda obrigou milhares de famílias a buscar abrigo em escolas, mesquitas, hospitais e sedes de caridade, e que a situação se converteu em crise prolongada. Desde janeiro de 2025, o exército mantém ocupação de vários campos na Cisjordânia após iniciar uma grande operação na região a partir de Jenin, com uma campanha sistemática de destruição e expulsão.
Apenas no início de 2025, aproximadamente 40 mil palestinos foram expulsos de suas casas na Cisjordânia, sobretudo em Jenin e Tulcarém. Imagens de satélite mostram que quase metade dos prédios do campo de Nour Shams foi danificada ou destruída desde o começo do ano passado.
Na quinta-feira (29), o exército invadiu um abrigo para deslocados ao sul de Jenin e entrou em duas cidades ao norte de Tulcarém, com registros de depredação em residências. Também seguem ordens de demolição de casas em diferentes pontos da Cisjordânia ocupada.
Desde 7 de outubro de 2023, mais de mil palestinos foram assassinados por colonos e soldados sionistas na Cisjordânia. Dados obtidos por pedido de informação ao gabinete da Advocacia-Geral militar de “Israel” registram que, de 2016 a 2024, foram 2.427 queixas de palestinos contra soldados. No entanto, apenas 552 geraram investigações (21,6%), e houve denúncias formais em 23 casos (0,9%).




