O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou oficialmente que não reconhecerá María Corina Machado como líder da transição na Venezuela, apesar da captura de Nicolás Maduro ocorrida no último sábado (3). Em pronunciamento realizado na Flórida, Trump afirmou que a vencedora do Nobel da Paz de 2025 e líder da oposição fascista venezuelana não possui o respeito ou o apoio necessários dentro das instituições venezuelanas para governar, sinalizando que os Estados Unidos exercerão o controle administrativo direto sobre o país até que uma nova estrutura seja estabelecida. A decisão marca uma ruptura com a política anterior de apoio à oposição e ocorre no momento em que a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, assume a presidência interina após o sequestro do presidente Nicolás Maduro.
Segundo a grande imprensa, a recusa de Trump em designar Machado a líder da transição fundamenta-se em um crescente desgaste diplomático e em questões de ordem pessoal. Relatórios de inteligência e fontes ligadas ao Departamento de Estado indicam que o entorno do presidente ficou frustrado com a postura da líder opositora nos meses que antecederam a ação militar. Entre os fatos citados, estariam a recusa de Machado em se reunir presencialmente com o enviado especial Richard Grenell em janeiro passado e a ausência de um plano operacional detalhado para a substituição do comando das Forças Armadas. Além disso, a aceitação do Prêmio Nobel da Paz por Machado em outubro de 2025 teria sido interpretada por Trump como uma afronta à sua própria ambição de receber a láurea.
Atualmente, María Corina Machado permanece fora da Venezuela, tendo concedido sua primeira entrevista após a queda de Maduro à rede Fox News na última segunda-feira (6). Na ocasião, ela revelou não ter contato direto com Trump desde o anúncio do Nobel em outubro e, embora tenha elogiado o criminoso sequestro de Maduro como um “passo histórico”, afirmou que o mandato legítimo pertence a Edmundo González Urrutia, candidato da oposição derrotado nas urnas.





