O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou as ameaças de uma intervenção militar direta em território mexicano, sob pretexto de destruir os cartéis de drogas. Em declarações recentes à emissora Fox News, o norte-americano afirmou que o foco das operações de “segurança nacional” está mudando das rotas marítimas para ataques terrestres. Trump alegou que os cartéis atualmente comandam o México e são responsáveis pela morte de centenas de milhares de norte-americanos anualmente devido ao consumo de fentanil e outras substâncias.
As declarações ocorrem logo após a operação das forças especiais dos Estados Unidos na Venezuela que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro. Trump tem reiterado que ofereceu ajuda militar ao governo mexicano para “eliminar” os cartéis, mas afirma que as ofertas foram recusadas, o que o levou a considerar ações unilaterais supostamente com o intuito de proteger a fronteira sul e a segurança interna dos Estados Unidos.
Do lado mexicano, a presidente Claudia Sheinbaum tem evitado uma reação muito incisiva. Em coletivas de imprensa, Sheinbaum negou a possibilidade de aceitar tropas estrangeiras em solo mexicano e ressaltou que o país já mantém esforços próprios de “segurança”, incluindo o envio de milhares de militares para as regiões fronteiriças e a extradição de traficantes de alto escalão para os Estados Unidos. A presidente tem buscado manter canais de comunicação abertos com o governo norte-americano, buscando evitar uma escalada que resulte em um conflito armado, argumentando que a “cooperação” seria o caminho adequado, e não a intervenção direta.




