No dia 10 de dezembro de 2025, o governo de Donald Trump assumiu publicamente uma operação de sequestro de um petroleiro em águas próximas à costa da Venezuela. Na ocasião, Trump declarou que as forças norte-americanas “acabaram de tomar um petroleiro na costa da Venezuela” e, questionado sobre o destino da embarcação e da carga, respondeu: “acho que vai ficar conosco”. A operação foi conduzida pela Guarda Costeira dos Estados Unidos e as autoridades não informaram, naquele momento, o nome do navio, bandeira ou ponto exato da interceptação.
A ofensiva imperialista vem escalando desde então. No dia 16, Trump anunciou que determinou o bloqueio de todos os “petroleiros sancionados” que entrem e saiam da Venezuela, medida voltada diretamente contra a exportação de petróleo, principal fonte econômica do país.
Por sua vez, Caracas reagiu energicamente por meio de declarações do presidente Nicolás Maduro. O mandatário venezuelano, discursando durante as comemorações alusivas ao 166º aniversário da Batalha de Santa Inés, disse que “as mesmas mãos de produtores, camponeses e operários que semeiam a terra venezuelana são as que levantarão as armas para defender a Pátria” e afirmou que a “Venezuela segue em vitória” diante das agressões externas.
China e Rússia condenam
No terreno diplomático, a Venezuela recorreu ao Conselho de Segurança da ONU, que se reuniu no dia 23 de dezembro para discutir a crise no mar do Caribe. Durante a sessão, as agressões norte-americanas foram duramente criticadas por representantes de vários países, com destaque para as declarações da Rússia e China, que condenaram veementemente os ataques da frota marítima norte-americana.
O representante russo disse que a pressão militar e econômica dos Estados Unidos sobre a Venezuela é um “comportamento de caubói” e “intimidação”, acrescentando ainda que os “atos cometidos pelos Estados Unidos violam todas as normas fundamentais do direito internacional”, descrevendo o bloqueio como “uma agressão flagrante”. A China, por sua vez, através de seu representante no Conselho, declarou que “a China se opõe a todos os atos de unilateralismo e intimidação, e apoia todos os países na defesa da sua soberania e da dignidade nacional”.
Ir além das palavras
A condenação às ameaças e agressões do imperialismo contra a Venezuela, no entanto, necessitam de ações e atos concretos, para além das tímidas ações diplomáticas. Neste sentido, o Partido da Causa Operária (PCO) está convocando um ato nacional em defesa da Venezuela para 11 de janeiro de 2026, domingo, às 10h, na Avenida Paulista, em São Paulo, com concentração na Praça Oswaldo Cruz.
A atividade contará com caravanas de diversos estados e será a primeira atividade da 54ª Universidade de Férias do PCO, que começa com uma mobilização contra a escalada de agressões dos Estados Unidos no Caribe.
Para o PCO, a mobilização venezuelana deve ser acompanhada por uma iniciativa no Brasil, em solidariedade ao povo venezuelano e contra a escalada do imperialismo norte-americano no continente.
Para contribuir financeiramente com a mobilização, ajudando na publicação de centenas de milhares de panfletos, cartazes e mais, envie uma contribuição para o Pix apoiar.venezuela@pm.me. Para mais informações, entre em contato: (11) 99741-0436.


