O presidente sírio Ahmed al-Sharaa declarou, na sexta-feira (17), no Fórum de Diplomacia de Antália, na Turquia, que seu governo está disposto a iniciar negociações de longo prazo com “Israel”. O assunto das conversas bilaterais seria sobre as Colinas de Golãs na tentativa de promover acordo sobre a retirada das forças de ocupação sionistas dos territórios sírios tomados após o golpe pró-imperialista contra Bashar al-Assad em dezembro de 2024.
Al-Sharaa declarou no fórum turco que a Síria quer “ou estabelecer novas regras que reativariam o acordo de separação, ou concluir um novo acordo que garantiria a segurança de ambas as partes”. Segundo o presidente sírio, se houver acordo sobre esses termos, “poderíamos entrar em negociações de longo prazo para resolver a questão das Colinas de Golã ocupadas”. “Israel está violando o acordo de separação de 1974, e hoje estamos trabalhando para alcançar um acordo de segurança que garanta sua retirada dos territórios que ocupou após a queda do regime, e seu retorno às linhas de 1974”, afirmou al-Sharaa.
Desde a queda de Assad, em dezembro de 2024, “Israel” invadiu a zona tampão supervisionada pela Organização das Nações Unidas que separava as forças sírias e israelenses nas Colinas de Golã, avançou para outras áreas do sul da Síria e passou a realizar ataques aéreos frequentes, incursões terrestres, instalação de postos de controle e sequestro de cidadãos sírios. As conversações entre as duas partes ocorreram em Paris, em janeiro de 2026, mediadas pelos Estados Unidos, sem que nenhum acordo concreto tivesse sido anunciado.
Al-Sharaa visitou Londres no final de março, onde declarou, numa reunião no Chatham House, que o governo sírio tentou melhorar as relações com “Israel” sem sucesso: “tentamos através do diálogo e da discussão. Negociações indiretas começaram e depois avançaram para negociações diretas. Chegamos a bons pontos, mas nos últimos momentos sempre encontramos uma mudança na posição israelense”.





