Europa

Terminam negociações de paz entre Rússia e Ucrânia em Genebra

Rodada de dois dias na Suíça, mediada pelos EUA, terminou sem anúncio de acordo

Terminaram nesta quarta-feira (18), em Genebra, na Suíça, as negociações entre delegações da Rússia, da Ucrânia e dos Estados Unidos para tratar de uma possível saída para a guerra. A segunda e última sessão durou cerca de duas horas, segundo informou o chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, ao falar com jornalistas após o encerramento dos trabalhos.

De acordo com Medinsky, a rodada foi “difícil, mas de trabalho”. Na véspera, na terça-feira (17), o encontro havia se estendido por cerca de seis horas. O negociador russo afirmou ainda que uma nova rodada deve ocorrer “em um futuro próximo”, sem indicar data.

Pelo lado ucraniano, o ministro Rustem Umerov, que chefiou a delegação de Quieve, escreveu no Telegram que houve “progresso”, mas não detalhou pontos de convergência. Ele disse que os grupos político e militar discutiram “parâmetros de segurança e mecanismos para implementar possíveis soluções”, classificando o debate como “intenso e substancial”. “Este é um trabalho complexo que exige o acordo de todas as partes e tempo”, acrescentou.

O ditador ucraniano, Volodimir Zelensqui, afirmou no Telegram que aguarda um relatório detalhado da equipe ucraniana. “A prioridade é garantias de segurança para a Ucrânia”, escreveu. Em declaração a jornalistas por meio de um grupo no WhatsApp, Zelensqui afirmou: “oodemos ver que houve progresso, mas, por enquanto, as posições diferem porque as negociações foram difíceis”. Ele também acusou Moscou de “tentar arrastar negociações que já poderiam ter chegado à fase final”, escondendo os diversos atentados cometidos pela Ucrânia durante as negociações.

As conversas em Genebra ocorreram após duas rodadas anteriores no mesmo formato, realizadas em Abu Dhabi, em janeiro. Segundo Umerov, a próxima etapa deve buscar decisões concretas para serem submetidas aos líderes dos três países.

Pressão de Trump e impasse sobre território e OTAN

O ambiente das reuniões foi marcado por declarações públicas do presidente norte-americano Donald Trump. Na véspera, ele disse a jornalistas: “a Ucrânia precisa ir à mesa rapidamente. É tudo o que estou dizendo”. Zelensqui, por sua vez, afirmou ao sítio Axios considerar “injusto” que Trump cobre publicamente concessões de Quieve, e não de Moscou.

Ainda na entrevista ao Axios, Zelensqui declarou que um plano que obrigue a Ucrânia a abrir mão de territórios no leste que não tenham sido tomados pela Rússia enfrentaria rejeição popular em eventual referendo. Ele afirmou ainda: “espero que seja apenas uma tática dele e não a decisão”, ao comentar a postura do presidente norte-americano.

Quieve também tem defendido maior participação europeia nas tratativas. Antes das reuniões desta quarta-feira, Zelensqui disse que essa presença seria “indispensável”, e países como França, Alemanha e Reino Unido vêm se alinhando publicamente à posição ucraniana.

Moscou, por sua vez, defende que qualquer acordo duradouro exige que a Ucrânia se retire das áreas do Donbass que permanecem sob controle de Quieve e que votaram pela incorporação à Rússia em plebiscitos no segundo semestre de 2022. A Rússia também exige que a Ucrânia abandone suas pretensões de adesão à OTAN e aceite termos de “desmilitarização” e “desnazificação”, que o governo russo apresenta como condições para um acerto.

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