No programa Análise Internacional transmitido nesta quinta-feira (12) pelo canal do Diário Causa Operária (DCO) no YouTube, o presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, analisou as eleições em Portugal e o avanço do partido Chega, além de comentar a crise política na Alemanha e temas como infraestrutura e interferência imperialista no Brasil. O título da edição foi “CHEGA de estabilidade política em Portugal?”.
Ao tratar do pleito português, Pimenta afirmou que a cobertura destacou a vitória do Partido Socialista (PS) e ocultou o crescimento do Chega. “Não é notícia, é propaganda política. É desinformação”, declarou. Segundo ele, o dado mais relevante foi que o Chega obteve cerca de um terço dos votos. “É o partido que sai com o maior sorriso na eleição”.
O dirigente avaliou que, se não houvesse fragmentação no campo da direita, o Chega poderia ter vencido. “Ele só teve 33% dos votos porque tinha muito partido de direita. Se não, ele ganhava a eleição”. Para Pimenta, os partidos tradicionais atuaram para preservar o regime. “Os partidos de direita são todos do sistema. Então, chamaram voto no candidato do Partido Socialista português”.
Na avaliação do presidente do PCO, o regime político europeu atravessa um processo de desgaste profundo. “Estamos vendo em câmera lenta um filme que a história já está clara. É a decadência total do regime dos partidos, do imperialismo, do chamado regime democrático”. Ele acrescentou que a esquerda, ao apoiar governos em crise, acaba abrindo espaço para a extrema direita. “Ela afunda junto com o sistema político que está visivelmente afundando”.
Comentando a Alemanha, Pimenta destacou denúncias de desvios de recursos para financiar a guerra na Ucrânia e afirmou que a prioridade dos governos europeus é manter o conflito. “No amor e na guerra vale tudo”, disse.
Em âmbito nacional, criticou a paralisação de obras como Angra 3 e o bloqueio de recursos pelo TCU. “Faz 30 anos que a gente está esperando uma liberação”, afirmou, defendendo a importância da energia nuclear. Também ressaltou que não há desenvolvimento sem infraestrutura. “Sem infraestrutura você não consegue ter crescimento econômico”.
Sobre a China, afirmou que o atual desenvolvimento do país é inseparável da revolução de 1949. “Se não tivesse havido a revolução chinesa, a China seria hoje um país quase africano”. Citando Marx, concluiu: “a revolução é a locomotiva da história”.
Encerrando, Pimenta afirmou que a situação política internacional expressa o enfraquecimento do regime democrático burguês e defendeu a necessidade de mobilização. “Não podemos desanimar de jeito nenhum. Temos que acreditar no povo brasileiro”.
Assista ao programa na íntegra:





