No dia 13 de março último, após as 21h, com o início da apuração dos votos, foi dado o resultado da eleição para a próxima gestão do Sindicato dos Bancários de Brasília, quadriênio 2026/2030, com a vitória da Chapa 1, “Responsabilidade e compromisso”.
A Chapa 1 obteve 66,92% dos votos válidos, enquanto a chapa 2 somou apenas 33,07% dos votos.
A crise da dita “oposição”, “Alternativa” Bancária, chapa 2, e a sua derrota na eleição são a consequência da política direitista travestida de esquerdista de se juntar com a direita na categoria bancária contra as organizações dos trabalhadores. Com uma campanha reacionária e direitista, cujo principal lema na campanha era a “luta” para derrotar os “governistas” da chapa 1 e contra a Central Única dos Trabalhadores (CUT), tiveram como resposta um sonoro NÃO da categoria, ao serem derrotados no pleito. Uma mostra clara de que a categoria bancária de Brasília sabe muito bem que a tal política “antigovernista” é estar ao lado dos maiores inimigos dos trabalhadores.
A tarefa do ativismo classista é buscar a unidade na luta da categoria contra os banqueiros e seus governos de plantão e, ao mesmo tempo, fortalecer a construção de um movimento combativo revolucionário em todo o País para superar os limites da política traidora desses falsos esquerdistas e a de conciliação com os banqueiros de setores da burocracia sindical.
Para nós, da Corrente Sindical Nacional Causa Operária, Bancários em Luta, o resultado obtido na eleição, com a vitória da chapa 1, da qual integramos, demonstra o apoio da categoria bancária de Brasília à política de uma frente de luta e unidade dos explorados contra a ofensiva da direita e na defesa dos interesses dos trabalhadores. Nesse sentido, com esse resultado obtido, mantém-se a nossa política em torno de defender a unidade nas campanhas salariais e nas demais lutas da categoria, e iremos continuar a não abrir mão de permanecer apresentando as nossas divergências em tudo aquilo que diz respeito aos interesses da categoria e do conjunto dos trabalhadores.
A unidade contra os banqueiros sanguessugas e a direita golpista é fundamental no próximo período. Trata-se de colocar os interesses gerais dos trabalhadores acima das disputas sindicais e dos interesses de grupo.
A eleição é apenas um episódio, e vamos seguir, nos próximos períodos, intensificando uma política verdadeiramente classista e de lutas para a categoria, que tende a se intensificar no próximo período, como parte da necessidade dos trabalhadores de defenderem as suas conquistas diante dos ataques dos banqueiros na atual etapa profunda da crise histórica do capitalismo. É hora de seguir lutando.




