O Ministério da Defesa reconheceu que lhe faltaram dinheiro e pessoal para cumprir a meta de implantação do Sistema de Defesa Cibernética em 2025. O avanço registrado foi de 5,88%, diante de uma previsão de 7%. No ano anterior, o resultado havia sido de 6,52%, também inferior à meta. Os dados constam do monitoramento do Plano Plurianual 2024–2027.

A diferença entre o planejamento e o orçamento aprovado em 2025 foi de R$11.603.806. Um contingenciamento posterior retirou mais R$819.523. Ao todo, a insuficiência apontada pelo próprio governo alcançou R$12.423.329. O dinheiro liberado em parcelas atrasou atividades, e o Ministério informou que precisou postergar entregas para as quais já não havia recursos suficientes.
Também faltaram profissionais disponíveis e capacitação técnica específica. A solução adotada foi deslocar pessoal para as tarefas consideradas principais e buscar o preenchimento dos cargos previstos. O relatório não diz quantos postos continuam vazios. Tampouco fornece uma relação completa das entregas adiadas, o que dificulta acompanhar a recuperação do atraso.
O programa não ficou parado. Foram instalados laboratórios, ampliadas proteções de redes e ativado um centro de operações. Segundo a Defesa, o sistema serve às três Forças Armadas, a órgãos do governo e à proteção de estruturas estratégicas do País. Essas realizações mostram que há equipes trabalhando no projeto; os resultados abaixo da meta mostram que não receberam os meios previstos.
Cabe ao governo informar quais equipamentos e serviços ficaram para depois e quando serão entregues. Rebaixar uma meta futura, possibilidade indicada no monitoramento, não preencherá cargos técnicos nem concluirá sistemas. Um projeto apresentado como parte da defesa da soberania nacional precisa ter seus prazos e recursos submetidos a exame público.





