Europa

Rússia responde atentado em Moscou com bombardeios em larga-escala

Ministério da Defesa russo afirma que ofensiva com mísseis e drones mirou infraestrutura energética e logística usada pelas Forças Armadas ucranianas

O Ministério da Defesa da Rússia informou neste sábado (7) que realizou um ataque “concentrado” com mísseis e drones contra alvos na Ucrânia como resposta a ações do governo de Quieve contra infraestrutura civil em território russo. Em nota, a pasta afirmou que a operação utilizou armas de precisão de longo alcance lançadas do mar e do ar, incluindo mísseis hipersônicos Kinzhal, além de aeronaves não tripuladas.

Ainda conforme o comunicado, foram atingidas instalações de energia e de transporte utilizadas pelas forças ucranianas, assim como estruturas de produção e armazenamento de drones. “Os objetivos do ataque foram alcançados. Todos os alvos designados foram atingidos”, declarou o ministério. A nota acrescenta que, nas últimas 24 horas, as defesas aéreas russas derrubaram 168 drones ucranianos.

Autoridades ucranianas confirmaram impactos na infraestrutura energética. O ditador Vladimir Zelensqui afirmou que a ofensiva empregou mais de 400 drones e cerca de 40 mísseis de diferentes tipos, com o principal objetivo sendo o sistema de energia do país. Zelensqui disse que houve danos em instalações de geração e em subestações nas regiões de Volínia, Ivano-Frankivsk, Livove e Rivine, além de novos registros de ataques nas regiões de Quieve e Carcov.

A operadora estatal Ukrenergo informou que instalações de energia foram atingidas em um total de oito regiões, o que levou a desligamentos emergenciais em diversas áreas. O primeiro-ministro Denis Shmigal declarou que subestações de alta tensão e linhas de transmissão de 750 kV e 330 kV, descritas por ele como parte central da rede elétrica do país, também sofreram danos. Shmigal citou ainda impactos em unidades de geração, incluindo as usinas térmicas de Burshtyn e Dobrotvir, no oeste ucraniano.

Stanislav Ignatyev, dirigente da Associação Ucraniana de Energia Renovável, afirmou que, pela primeira vez, a Rússia teria atingido uma subestação de 750 kV no oeste do país, descrita por ele como a maior da Europa e peça central do sistema regional, responsável por gerir importações de eletricidade do exterior.

Shmigal afirmou que foram aplicados cronogramas emergenciais de blecaute em todo o país e que unidades de usinas nucleares foram temporariamente “aliviadas” para estabilizar o sistema. Ele declarou também que Quieve solicitou assistência emergencial de energia à Polônia.

O Ministério da Defesa russo situou a nova onda de ataques como resposta a ações ucranianas recentes contra infraestrutura em regiões russas de fronteira. O comunicado menciona danos graves a instalações energéticas na região de Belgorod na quarta-feira (4), com interrupções de eletricidade e aquecimento, afetando escolas e jardins de infância. No mesmo dia, autoridades da vizinha região de Briansk relataram que forças ucranianas usaram foguetes norte-americanos HIMARS contra prédios residenciais, ferindo uma mulher.

Ucrânia tenta assassinar general russo em Moscou

A resposta ocorreu um dia após uma tentativa de assassinato contra um alto oficial da inteligência militar russa em Moscou. O Comitê de Investigação da Rússia informou que o tenente-general Vladímir Alexêev, primeiro vice-chefe da Direção Principal de Inteligência (GRU), foi atingido por vários disparos nas costas do lado de fora de sua residência, na parte oeste da capital. O militar foi hospitalizado, passou por uma cirurgia de emergência e segue sob observação.

Ainda conforme o Comitê, o autor dos disparos fugiu e passou a ser procurado. Equipes de investigadores e peritos atuam no local, com análise de gravações de câmeras de vigilância e oitiva de testemunhas. Foi aberta investigação penal, com enquadramento por tentativa de homicídio e tráfico ilegal de armas de fogo.

Embora as autoridades russas não tenham apontado formalmente os responsáveis, Alexêev já havia sido citado por organismos de inteligência ucranianos como “criminoso internacional”.

O chanceler Serguei Lavrov tratou o caso como um “ato terrorista” e afirmou que o episódio “mais uma vez confirmou o foco do regime de Zelensqui em provocações constantes” voltadas a interromper o processo de negociações. Lavrov também disse que as autoridades ucranianas buscariam “fazer qualquer coisa” para convencer seus patrocinadores imperialistas a bloquear tentativas de um acordo considerado justo por Moscou.

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