Nesta semana, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, condenou as novas tentativas dos Estados Unidos de estrangular economicamente a ilha de Cuba. Seus comentários surgiram após o presidente dos EUA, Donald Trump, agir para intensificar a pressão sobre a linha de suprimento de combustível da ilha.
Na quinta-feira (29), Trump assinou uma ordem executiva invocando uma emergência nacional para preparar o terreno para tarifas sobre mercadorias de países que vendem petróleo a Cuba. A medida visa fortalecer o embargo contra a ilha, que remonta à década de 1960. O movimento também ocorre após o governo norte-americano sequestrar, na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro, que servia como a principal fonte de petróleo de Cuba.
Em um comunicado no sábado (31), Zakharova disse que a repressão equivale a uma coerção ilegítima de um Estado soberano fora do âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU).
“O que vemos é mais uma recorrência radical da estratégia de pressão máxima de Washington sobre a Ilha da Liberdade, visando seu sufocamento econômico”, afirmou Zakharova.
Ela reiterou a oposição de longa data da Rússia a sanções unilaterais não endossadas pela ONU, acrescentando estar certa de que Cuba será capaz de superar os obstáculos econômicos.
Em resposta a Trump, Cuba declarou uma “emergência internacional”. Afirmou que a campanha de pressão era uma “ameaça incomum e extraordinária”, acrescentando que ela tem origem na “extrema direita neofascista anticubana dos EUA”.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, alertou que as tarifas dos EUA sobre países que exportam petróleo para Cuba poderiam desencadear uma crise humanitária, acrescentando que o país “sempre buscará canais diplomáticos para buscar solidariedade” com a ilha.
À medida que as tensões escalaram, Trump sugeriu que Cuba poderia entrar em colapso “muito em breve”. Um relatório do jornal britânico Financial Times afirmou, citando a empresa de dados Kpler, que Cuba tem petróleo para durar de 15 a 20 dias no nível atual de demanda e produção doméstica, após o México suspender os envios de petróleo bruto para a ilha.





