Em entrevista concedida à TV 247 nesta sexta-feira (16), o presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, discutiu as principais notícias nacionais e internacionais — desde a revolta na Internet contra a política de censura promovida pelo youtuber Felipe Bressanim Pereira “Felca” às manifestações golpistas no Irã.
O primeiro assunto da pauta foi a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a Papudinha, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para Pimenta, a movimentação não passa de encenação. Ele argumentou que Moraes alterna entre dureza e concessões, e que a decisão final sobre o ex-presidente será política.
Sobre o bizarro episódio do STF investigando o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) por ser investigado, Pimenta foi enfático ao dizer que a própria imprensa burguesa está “deserdando” o tribunal devido ao nível de “loucura”. Ele citou o caso do ministro Dias Toffoli e o investimento do Banco Master em propriedades da família do magistrado como um sinal de que a coisa está fora de controle. Segundo o dirigente, o STF sofre uma deterioração tamanha que servirá de cabo eleitoral para a extrema direita, que usará esses escândalos como propaganda política.
Um dos pontos centrais da reportagem foi a denúncia sobre o Banco Master. A apresentadora do programa, Andrea Trus, destacou que municípios como Maceió, São Roque e Cajamar possuem aplicações milionárias em uma estrutura que Pimenta classificou como “pirâmide”. O presidente do PCO denunciou a tentativa de transferir o prejuízo de 50 bilhões de reais para o banco público BRB.
“O caso do Banco Master revela que o capitalismo é um grande cassino financeiro, onde as pessoas irresponsavelmente jogam com a vida dos outros”, afirmou Pimenta. Ele comparou o fato de a Justiça negar remédios de dois milhões de reais para salvar vidas alegando falta de verba, enquanto se mobiliza para salvar empresários fraudulentos com bilhões. Para ele, o segredo de justiça no processo serve apenas para esconder o nível de envolvimento dos ministros com o sistema bancário.
A entrevista também abordou um fato inusitado: manifestações políticas de adolescentes no jogo Roblox contra a Lei Felca. Pimenta criticou a esquerda por apoiar a legislação sob o pretexto de combater a pedofilia, quando, na verdade, trata-se de repressão política e censura. Ele defendeu que jovens de 12 anos são seres sociais e que a proibição da comunicação em massa é a solução que a burguesia adota para controlar o potencial revolucionário da Internet.
Ao discutir os dados de que o número de moradores de rua cresceu 167 vezes desde o golpe contra Dilma Rousseff, Pimenta afirmou que o Brasil é uma economia em retrocesso. Ele criticou o governo Lula por tentar ocultar essa realidade com propaganda eleitoral, afirmando que a indústria está desaparecendo e que o País vive uma situação dramática que não se resolve com medidas paliativas.
No campo internacional, a entrevista focou nas ameaças dos Estados Unidos à República Islâmica do Irã. Pimenta classificou os protestos iranianos como uma insurreição fabricada pelo imperialismo e pelo sionismo para desestabilizar o País que apoia a luta no Iêmen, no Líbano e na Palestina. Ele lamentou que a esquerda brasileira e o Ministério das Relações Exteriores se deixem enganar pela “isca da democracia”, validando intervenções militares.
Rui Pimenta também analisou a crise na Europa, mencionando a Alemanha “semifalida” que propõe aumentar a jornada de trabalho para financiar uma guerra contra a Rússia, e o Reino Unido, que amplia a vigilância digital e a idade de convocação militar para 65 anos. “A democracia só existe enquanto serve como cobertura para a dominação ditatorial do grande capital”, sentenciou.
Assista à entrevista de Rui Costa Pimenta à TV 247 na íntegra:




