Um prédio desabou no Engenho Novo, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no domingo (8). O Corpo de Bombeiros foi acionado às 17h40m e informou que equipes atuavam na Rua Visconde de Itabaiana na busca por vítimas.
Segundo os bombeiros, quatro pessoas foram resgatadas com vida: três com ferimentos leves e uma em estado moderado. Elas foram levadas ao Hospital Municipal Salgado Filho. Ainda na noite de domingo, uma vítima permanecia estável e internada, enquanto as outras receberam alta. As equipes também realizavam buscas por dois cães sob os escombros.
As causas do desabamento não haviam sido informadas. Também não havia confirmação sobre eventual relação com as chuvas registradas nos últimos dias na cidade. Moradores afirmaram ter ouvido estalos pouco antes de o imóvel ruir.
Mariane Rocha, moradora de uma das casas geminadas que desabaram parcialmente, contou que fazia um churrasco com amigos na garagem quando ouviu um forte estalo. O grupo, disse ela, acreditou inicialmente que se tratava de uma bola batendo na parede, mas cerca de 30 minutos depois a estrutura começou a desmoronar. “Só Deus sabe o que teria acontecido com a gente se o outro lado também tivesse desabado. Agradeço a Deus por eu e meus amigos estarmos seguros e por não ter tido nenhuma vítima fatal”, declarou.
Ela afirmou ainda que, após um segundo estalo, a estrutura cedeu e uma nuvem de poeira tomou conta do local. Mariane disse que a moradora da casa 7, onde ocorreu a queda, havia deixado o imóvel meses antes devido a rachaduras.
Cerca de 40 militares foram mobilizados, com equipes dos quartéis de Benfica, Méier e Vila Isabel, além do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) e especialistas do Grupamento de Operações Especiais (GOEsp). A Defesa Civil afirmou que as equipes seguiam com buscas, salvamento e avaliação estrutural da área.
O caso mostra a destruição causada pela política neoliberal nesta que é uma das cidades mais ricas de toda a América Latina. Problemas simples, que deveriam ser resolvidos com facilidade e que deveriam estar na previsão de qualquer governo, tornam-se verdadeiros desastres que, na maioria das vezes, resulta em mortes.





