O líder da Revolução Islâmica e da República Islâmica do Irã, aiatolá Saied Ali Khamenei, foi assassinado na madrugada de sábado (28), durante uma agressão conjunta dos Estados Unidos e de “Israel” contra o Irã, em meio a negociações sobre o programa nuclear iraniano. A informação foi divulgada pela televisão estatal do país, que afirmou que Khamenei foi atingido em seu local de trabalho enquanto cumpria suas funções oficiais.
A presença do líder em seu escritório no momento do ataque desmentiu versões divulgadas pela imprensa sionista, segundo as quais ele estaria em um local “seguro” e não informado. A televisão estatal iraniana destacou que Khamenei permaneceu “na linha de frente da responsabilidade” junto ao povo.
Iêmen: sangue dos mártires não será derramado em vão
O assassinato de Khamenei provocou uma série de manifestações e notas de condolências emitidas por forças políticas do Iêmen e do Iraque, além de organizações palestinas ligadas à resistência armada. No Iêmen, o Conselho Político Supremo declarou que “o martírio do líder da Revolução e da República Islâmica do Irã, Saied Ali Khamenei, aumentará o povo iraniano em força e determinação, e o caminho da jiade e da defesa do que é correto continuará sem recuo”.
Ainda segundo o órgão, Khamenei teria “embarcardo em uma longa jornada de luta pela liberdade enfrentando os inimigos da nação islâmica, os sionistas e os norte-americanos”, e concluiu a vida “com o martírio pelas mãos dos inimigos de Deus e dos assassinos dos profetas”.
O Conselho classificou o assassinato como “uma violação flagrante de todas as leis e normas internacionais” e como expressão de “uma agressão injusta contínua contra a umma islâmica”. O texto acrescenta que “este crime confirma que o sangue dos mártires não será derramado em vão” e que “a vontade revolucionária encarnada pelo mártir permanecerá como uma tocha que guia a nação”.
Também no Iêmen, o Birô Político do Ansar Alá declarou “pleno apoio ao Irã” e compromisso de seguir “ao lado de todos os livres da nação” na “batalha da Vitória Prometida” e na “jiade sagrada”.
Iraque decreta três dias de luto nacional
No Iraque, o governo anunciou três dias de luto em todo o país. Em nota divulgada pelo porta-voz oficial Bassem al-Awadi, o governo iraquiano lamentou o assassinato de Khamenei e o atribuiu a “uma agressão flagrante”, descrita como um ato “condenado por violar todas as normas humanas e éticas” e por “quebrar claramente leis e convenções internacionais”.
A mesma nota trouxe um apelo por “cessação imediata e incondicional” das ações militares, com a advertência de que a continuidade das operações empurra a região para “níveis sem precedentes de violência”, amplia o confronto e compromete a “paz e a segurança internacionais”.
Além do governo, o chamado Quadro de Coordenação (bloco político iraquiano) também emitiu uma declaração. O grupo afirmou: “com profunda tristeza e pesar, lamentamos a partida do líder mártir e imã, Saied Ali Khamenei”. Em seguida, declarou que “o sangue do líder mártir permanecerá como um farol para todas as gerações e um grito contínuo diante da tirania e dos usurpadores”.
O texto prossegue dizendo que “a maldição continuará a perseguir os assassinos sionistas enquanto o tempo durar”.
O líder religioso Jawad al-Khalisi também se pronunciou. Segundo sua nota, “com corações que creem no decreto e no destino de Deus, e cheios de firmeza paciente, recebemos a notícia do martírio do grande aiatolá Saied Ali Khamenei”. Al-Khalisi acrescentou que Khamenei “atendeu ao chamado de seu Senhor durante o mês abençoado do Ramadã”, tendo sido assassinado “enquanto jejuava, forte na fé”, e “tendo dedicado sua vida a defender as causas de sua nação”.
Organização palestina: assassinatos não quebrarão a resistência
Do lado palestino, o Movimento Mujahideen e seu braço armado, as Brigadas Mujahideen, descreveram o assassinato de Khamenei como uma “perda profunda” para a nação islâmica e para a frente mais ampla da Resistência.
Na avaliação da organização, Khamenei liderou por décadas um enfrentamento à “arrogância global” e recolocou a Palestina no centro dos principais conflitos da região. O grupo afirmou que, ao longo de seu período à frente do Estado iraniano, Khamenei foi “uma voz clara e inabalável” em apoio aos oprimidos, “particularmente o povo palestino”, mantendo respaldo constante à resistência e ao “direito à terra, ao retorno e à libertação”.
A nota reforça que “a resistência é a escolha mais verdadeira e eficaz” para enfrentar forças de injustiça e recuperar direitos. O texto também sustenta que a política de assassinatos e agressões “não quebrará a vontade da resistência” e tampouco garantirá “estabilidade” ao inimigo sionista e a seus apoiadores.



