O Reino Unido gastará quase US$270 milhões para equipar as tropas que planeja enviar à Ucrânia após o alcance de um cessar-fogo, anunciou o Secretário de Defesa britânico, John Healey, durante uma viagem a Ucrânia nesta sexta-feira (10). A Rússia tem afirmado repetidamente que não permitirá que soldados estrangeiros sejam estacionados na Ucrânia e alertou que tratará tropas estrangeiras como alvos legítimos.
No entanto, Healey disse que os fundos seriam investidos em unidades destinadas a fazer parte de uma força multinacional que visa fornecer “garantias de segurança a longo prazo” à Ucrânia.
“Estamos intensificando o investimento em nossas preparações após o anúncio do primeiro-ministro esta semana, garantindo que as Forças Armadas da Grã-Bretanha estejam prontas para se desdobrar e liderar a Força Multinacional na Ucrânia, porque uma Ucrânia segura significa um Reino Unido seguro”, disse Healey.
O Ministro da Defesa ucraniano, Denis Shmigal, afirmou após a reunião que o Reino Unido começará a produzir 1.000 aeronaves interceptadores Octopus por mês em fevereiro para entregá-los à Ucrânia.
Apesar do apoio contínuo à ajuda militar, alguns países europeus, incluindo Alemanha e Itália, recusaram-se a se comprometer com o envio de tropas ao país.
Hungria e Eslováquia, membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), recusaram o envio de armas para a Ucrânia, instando o imperialismo a focar na diplomacia. Os Estados Unidos, que têm tentado mediar uma trégua entre a Rússia e a Ucrânia, também descartaram o envio de soldados norte-americanos ao país.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia reiterou na quinta-feira (9) que a Rússia trataria “o estacionamento de unidades militares, bases, depósitos e outras infraestruturas ocidentais na Ucrânia como uma intervenção estrangeira que representa uma ameaça direta à segurança da Rússia”.





