O preço do ouro atingiu um novo recorde nesta quinta-feira (29), com o contrato de fevereiro de 2026 na Comex chegando a US$5.600 por onça troy (equivalente a cerca de 31 gramas) antes de recuar para perto de US$5.550. A prata também avançou: o contrato de março de 2026 superou US$119 por onça, com leve acomodação na sequência.
A alta é atribuída à procura por ativos considerados de proteção diante do agravamento de tensões internacionais e de incertezas econômicas. No acumulado de 2025, houve valorização superior a 60% do ouro e de 127% da prata, impulsionada por demanda e movimentações de investidores.
Analistas afirmam que a pressão do presidente Donald Trump sobre o Irã para negociar o tema nuclear, em meio a ameaças de retaliação, está envolvido com a escalada. Também foi mencionado o plano da Tether de alocar de 10% a 15% de sua carteira em ouro físico, confirmado pelo diretor executivo Paolo Ardoino.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve juros inalterados na quarta-feira (28). Jerome Powell afirmou que a inflação de dezembro provavelmente seguiu acima da meta de 2% do banco central. Analistas atribuíram parte do movimento ao aumento da dívida norte-americana e à incerteza sobre a reorganização do comércio internacional em blocos regionais.
A alta recente gerou ganhos para a Rússia comparáveis ao valor de seus ativos soberanos congelados pelo imperialismo, em torno de US$300 bilhões. As reservas de ouro podem ser vendidas ou usadas como garantia.




