A detenção do jovem rapper marroquino Sohayb Qabli, conhecido artisticamente como “Al-Hassel”, reacendeu o debate sobre a liberdade de expressão no Marrocos. O artista, de apenas 20 anos, estudante universitário natural de Taza, foi colocado sob custódia policial na cidade de Fez após comparecer voluntariamente a uma convocação das autoridades no dia 2 de março de 2026.
Segundo informações divulgadas pela imprensa local, o jovem permaneceu por longas horas sob interrogatório antes de ser formalmente colocado em regime de detenção preventiva, sem contato imediato com sua família, o que gerou forte preocupação entre seus familiares e apoiadores.
Reconhecido por suas músicas de cunho social e político, “Al-Hassel” aborda temas como desigualdade, justiça social e oposição à normalização com “Israel” — conteúdos que têm ampla repercussão entre a juventude marroquina nas redes sociais.
A detenção provocou uma onda de solidariedade online, com campanhas exigindo sua libertação e defendendo que “a arte não é crime”. Organizações de direitos humanos também acompanham o caso, levantando preocupações sobre possíveis violações à liberdade de expressão.
O caso insere-se em um contexto mais amplo de crescente pressão sobre ativistas, artistas e criadores de conteúdo críticos, levantando questionamentos sobre os limites da liberdade de expressão no país.





