A guerra no Oriente Próximo, iniciada com a agressão norte-americana e israelense contra a República Islâmica do Irã em 28 de fevereiro, já acumula um prejuízo de cerca de R$1 trilhão, conforme estimativas atualizadas da Organização das Nações Unidas (ONU) e de analistas do jornal Wall Street Journal. Este montante, que representa a destruição de infraestrutura, a paralisia do comércio e a desvalorização de ativos, foi agravado por uma nova onda de ataques coordenados pela Força Aeroespacial do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (CGRI) contra centros logísticos e militares dos Estados Unidos e de seus aliados.
O cenário militar das últimas vinte e quatro horas foi marcado por uma ofensiva de saturação contra a presença naval americana no Golfo Pérsico. Em Manama, capital do Barém, a sede da Quinta Frota dos Estados Unidos foi alvo de pelo menos oito explosões de grande magnitude após ser atingida por mísseis balísticos de precisão e veículos aéreos não tripulados (VANTs) suicidas. Relatos técnicos indicam que os disparos atingiram o quartel-general, depósitos de suprimentos e instalações periféricas nas regiões de Sar e Sakhir. Um dos golpes mais contundentes ocorreu na localidade de Hamala, onde a infraestrutura da Batelco, principal operadora de telecomunicações do país, sofreu danos severos. O local abrigava servidores e sistemas de processamento de dados da Amazon Web Services (AWS) utilizados para a coordenação das operações militares norte-americanas na península. Com este ataque, o CGRI formalizou sua nova doutrina de combate, que classifica empresas privadas de tecnologia e logística dos Estados Unidos como alvos legítimos de guerra, sob a acusação de fornecerem suporte de inteligência e comunicações para as agressões contra o território iraniano.
Paralelamente à incursão no Barém, as forças iranianas estenderam o teatro de operações para a Arábia Saudita e o Cuaite. Na base aérea de Al-Kharj, em solo saudita, VANTs de longo alcance visaram especificamente as áreas de alojamento de pilotos e tripulações de voo, com o objetivo de reduzir a prontidão dos caças americanos destacados na região. No Cuaite, a agência de aviação civil confirmou ataques contra os tanques de armazenamento de combustível do Aeroporto Internacional, resultando em incêndios de grandes proporções que paralisaram o reabastecimento de aeronaves militares e logísticas. No Iraque, as bases de Erbil e a Base Victoria, em Bagdá, também foram submetidas a fogo intenso, resultando na destruição de sistemas de radar e danos em hangares. Segundo o comando aeroespacial do Irã, a tática de disparos simultâneos em múltiplos países visa sobrecarregar as defesas antiaéreas Patriot, permitindo que os projéteis iranianos alcancem seus objetivos estratégicos com uma taxa de sucesso superior às fases anteriores da guerra.
O bloqueio do Estreito de Ormuz permanece como o principal motor do desastre econômico global que já custa mais de R$1 trilhão à região. A circulação de navios na via, que em tempos de paz registra uma média de 135 passagens diárias, caiu para apenas 6 embarcações, representando uma interrupção quase total para o comércio de nações aliadas aos Estados Unidos e “Israel”. Como reflexo imediato, o preço do barril de petróleo Brent saltou para R$615,23 na última cotação, acumulando uma alta de 58% desde o início das hostilidades. Nos Estados Unidos, o impacto nas bombas de combustível elevou o preço da gasolina para R$5,46 por litro, gerando uma crise de custo de vida que reduziu a popularidade do governo americano e forçou o Departamento do Tesouro a elaborar planos de contingência para um cenário onde o barril de petróleo possa atingir R$1.034,00. O Irã reforçou sua posição jurídica sobre o estreito, afirmando que a via atravessa águas territoriais iranianas e omanenses e que, em estado de guerra, o fechamento para embarcações inimigas é uma prerrogativa de soberania nacional.
A crise de abastecimento estende-se para outros setores fundamentais, como o de fertilizantes e gás natural liquefeito (GNL), afetando a segurança alimentar em escala mundial. Países como a Índia já enfrentam racionamento de combustíveis, com filas extensas em postos e aeroportos, enquanto na Europa o cancelamento de milhares de voos por falta de combustível de aviação e o aumento nos custos operacionais geram perdas bilionárias para as companhias aéreas.
No âmbito doméstico e social, o Irã consolidou uma mobilização de defesa total sob a campanha Janfada pelo Irã, que em menos de três dias registrou a adesão de 5 milhões de voluntários prontos para o combate terrestre e suporte logístico. O governo iraniano utiliza o sentimento de soberania e a defesa contra ataques a infraestruturas civis — como a recente investida contra a indústria farmacêutica Tofiq Daru e instalações siderúrgicas em Isfahan — para fortalecer a coesão interna. Lideranças religiosas, como o Aiatolá Javadi Amoli, declararam que a proteção das fronteiras é um dever sagrado contra um inimigo que não respeita compromissos internacionais. No plano militar, inspeções realizadas pelo general Saied Majid Mousavi nas plataformas de lançamento confirmaram que o estoque de mísseis e VANTs é suficiente para manter a intensidade atual das operações por, no mínimo, mais seis meses, indicando que o país está preparado para uma guerra de desgaste prolongada onde o fator econômico será decisivo.
Diplomaticamente, o Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reiterou que o país não aceitará propostas de cessar-fogo parciais e que não há negociações diretas em curso com os Estados Unidos, apenas trocas de mensagens e avisos através de mediadores regionais. As condições impostas pelo Irã para o fim das hostilidades incluem a retirada total das tropas norte-americanas da região, garantias contra futuras agressões e a reparação financeira pelos danos causados em território iraniano. Araghchi destacou que o Irã está pronto para enfrentar qualquer tentativa de invasão terrestre, alertando que as forças norte-americanas sofreriam derrotas com taxas de baixas sem precedentes.





