Na sexta-feira passada (17), o jornal Metrópoles informou que o jornal O Estado de S. Paulo captou R$142,5 milhões de bancos, empresas e empresários em operações realizadas em 2024. Foram R$142,5 milhões dos investidores e R$15 milhões dos acionistas do jornal – total de R$157,5 milhões.
De acordo com o Metrópoles, desde que a operação foi feita, os financiadores passaram a ocupar espaço no processo decisório do jornal, do conteúdo até decisões administrativas. A saída de membros da família Mesquita da vaga de chefe executivo, responsável pela linha editorial do jornal, e a participação no conselho de administração teria sido uma exigência dos investidores, informou o Metrópoles.
Ainda segundo a matéria, estes valores ao Estadão foram pagos em duas rodadas. Março de 2024: recursos de operações de debêntures vendidas diretamente aos três maiores bancos privados que atuam no Brasil, totalizando R$45 milhões; maio de 2024: R$15 milhões da Cutrale via DPL (Debênture de Projeto de Longo Prazo) e o restante (R$82,5 milhões) via fundo de investimento em participação, somando R$97,5 milhões ao todo.
Bradesco – R$ 15 milhões; Itaú – R$ 15 milhões; Santander Brasil – R$ 15 milhões; Cosan (energia, logística, agronegócio, lubrificantes e infraestrutura) – R$ 15 milhões; Hapvida (saúde suplementar) – R$ 15 milhões; Votorantim (cimento, materiais de construção, mineração e metalurgia) – R$ 15 milhões; Ultra (energia, infraestrutura logística e mobilidade) – R$ 7,5 milhões; Unipar (indústria química e petroquímica) – R$ 7,5 milhões; Patria Investimentos (gestora de ativos) – R$ 7,5 milhões; Galápagos Capital (gestora de ativos) – R$ 7,5 milhões; JHSF (setor imobiliário de alto luxo) – R$ 7,5 milhões.
Nessa questão de bancos controlando e sócios da imprensa brasileira, o jornal Poder360 informa também que a família paulistana Frias, dona do jornal Folha de S.Paulo e do portal UOL, também é controladora do PagBank (um banco conhecido pelas maquininhas amarelas para pagamento com cartão). O PagBank teve um lucro líquido recorrente em 2025 de R$2,4 bilhões e é o negócio mais rentável da família Frias.
Os maiores financiadores, no caso do Estadão, são os bancos e banqueiros. Bancos privados ligados diretamente ao setor financeiro internacional, ou seja, o grande capital imperialista. E é por isso que esse jornal defende abertamente os interesses dos banqueiros e da política neoliberal.





