Após o segundo turno das eleições de 2026 para presidente da República, o Brasil mergulha numa atmosfera de rivalidade.
A polarização foi inaugurada a partir do governo anterior, eleito em 2018. Vimos espetáculos de propaganda eleitoral armada. Vimos pessoas falecendo em decorrência dos antagonismos acirrados que dominaram famílias e clãs. Quatro anos se passaram desde aquele pleito e, nesse período, também enfrentamos a pandemia de Covid-19, um dos entraves para o nosso já tão sofrido povo, que, além de enfrentar a virose, perdeu alguns direitos, sim, por meio de uma reforma da Previdência que reduziu os rendimentos de aposentados, especialmente dos funcionários do estado do Rio de Janeiro.
Referência: Emenda Constitucional nº 103, de 12 de novembro de 2019 — Reforma da Previdência, durante o governo Jair Bolsonaro.
Luiz Inácio Lula da Silva voltou ao cenário político após uma prisão de 580 dias, foi eleito em 2022 e reeleito agora, em 2026. Seus programas assistenciais são importantes e visam aliviar os efeitos de uma história popular marcada pela desigualdade. Sem dúvida, isso é importante, porém ainda não é suficiente para que haja a tão sonhada igualdade social plena, que deveria ter a missão sagrada de elevar o nível educacional e cognitivo, ou seja, intelectual, da população nacional.
Somos regidos por uma Constituição: a Constituição Cidadã de 1988, promulgada com o objetivo precípuo de eliminar a sombra de uma ditadura militar causticante que assolou nosso país por mais de vinte anos. No entanto, existem forças políticas de extrema direita que sonham com um Brasil onde torturadores como o general Brilhante Ustra sejam homenageados como heróis.
E agora, o que fazer?
O nosso país, o Brasil, é um grande país. E suas relações internacionais são importantes para todos. Porém, os Estados Unidos, uma das maiores potências mundiais e importante parceiro comercial do Brasil, aparentam exercer uma influência que vai além da parceria. Vide os últimos acontecimentos envolvendo o candidato Flávio Bolsonaro.
Somos regidos por três Poderes — Judiciário, Legislativo e Executivo —, que devem permanecer em harmonia. É notório que, hoje, existe uma instabilidade nessa balança tripartite, diante dos fatos que saltam aos olhos de uma parcela menos desavisada da população. Mas esse é um problema interno que precisa ser resolvido de forma soberana. A República vem sendo alvejada por episódios bárbaros, em nome de um belicoso jeito de fazer política.
A morte do engenheiro ambiental Marcelo, no dia do segundo turno, nos mostrou isso. Quem manda no Brasil? O povo brasileiro? Os bancos? O mercado?
Na semana pretérita, o povo demonstrou que rejeita qualquer tipo de repressão…
Oxalá não venha a repressão por cortes!





