Guerra no Oriente Próximo

PSTU bate continência para o Mossad

Partido, como de costume, mente sobre o caráter do governo iraniano e propõe táticas mirabolantes para enfrentar o imperialismo

Guarda Revolucionária

O PSTU, por meio de seu sítio Opinião Socialista, continua seus ataques contra todos que se opõem ao imperialismo. Isso fica fácil de verificar no artigo As crises se multiplicam, mas Trump continua com a agressão, assinado por Fábio Bosco e publicado neste sábado (21).

De início, como sempre, começam criticando o imperialismo e sua guerra de agressão, dos “16 mil ataques aéreos; 1.500 mortos (incluindo líderes da ditadura iraniana, como o Líder Supremo Ali Khamenei e o chefe do Conselho de Segurança Nacional, Ali Larijani); mais de um milhão de deslocados; escolas, hospitais, fábricas farmacêuticas e prédios históricos bombardeados; chuva ácida caindo sobre Teerã como resultado de bombas lançadas contra cinco depósitos de petróleo ao redor da capital”, mas já aproveitam para mentir dizendo que se trata de uma ditadura, como faz a imprensa burguesa. – grifo nosso.

Acusando Rússia e China

Após falar que o “bloqueio do Estreito de Ormuz elevou o preço do petróleo em cerca de 50% no mercado internacional”, e que “essa decisão tornou viáveis ​​as exportações de petróleo iraniano para a China, que também contou com a ampliação das exportações de petróleo russo para abastecer seu vasto mercado”, o PSTU faz uma acusação venenosa, diz que “de fato, Putin é, no curto prazo, o principal beneficiário da agressão contra o Irã”, mas que “isso não impediu o governo russo de fornecer informações logísticas ao governo iraniano durante a guerra da qual é vítima”. Esse é o método do PSTU.

No parágrafo seguinte, o texto diz que “a China aproveitou as múltiplas crises relacionadas à agressão militar contra o Irã para retomar exercícios militares em larga escala ao redor de Taiwan. Nos dias 14 e 15 de março, o governo taiwanês detectou 26 aeronaves e 7 navios chineses ao redor da ilha. Durante esse período, também implementou um ‘bloqueio’ seletivo a navios com destino a Taiwan, priorizando embarcações chinesas que transportavam componentes eletrônicos vitais para indústrias em todo o mundo”. – grifo nosso.

Por que a China “aproveitou”? Taiuã é território chinês. Portanto, é direito do governo fazer esses exercícios, uma vez que o imperialismo o está utilizando para pressionar o país.

Cortina de fumaça

Após as costumeiras críticas aos principais alvos do imperialismo, o artigo passa vários parágrafos falando dos crimes do sionismo, dos custos da guerra, da divisão dentro dos Estados Unidos, mas não demora a atacar o governo iraniano.

O texto afirma que “a população iraniana está dividida em três segmentos. A base social da ditadura iraniana, já desmoralizada pelo massacre de mais de 20.000 manifestantes nos dias 8 e 9 de janeiro de 2016 e pela prisão de milhares de outros em dezenas de cidades iranianas, foi agora fortalecida pela resposta militar do regime à agressão contra o país”.

Desmoralizado está o PSTU ao servir de papagaio nessa mentira dos mais de 20 mil manifestantes massacrados. Essa “informação” iniciou na imprensa imperialista. A inflação deliberada do número de mortos nos distúrbios do Irã no início de 2026 ganhou força na imprensa do Reino Unido principalmente por meio de reportagens da Iran International (canal de TV com sede em Londres) e análises subsequentes de veículos como o The Guardian e a BBC News. O Iran Internacional chegou a divulgar 36.500 mortes. E essa gente a fonte do PSTU.

A maioria das mortes foi provocada por infiltrados. No início de janeiro, o ex-diretor da CIA e ex-secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, publicou uma mensagem de Ano Novo desejando felicidades aos iranianos nas ruas e “a cada agente do Mossad caminhando ao lado deles”.

Foram reportados 3.117, a maioria de agentes de segurança e civis. Desse contingente, 690 provocadores foram mortos. Após a resposta do governo, que prendeu infiltrados e desbaratou a tentativa de revolução colorida, a população iraniana saiu em massa para as ruas.

O PSTU, que sempre utilizou manifestações para legitimar golpes de Estado como no Egito, na Ucrânia, e gusanos na Venezuela, finge que não vê quando 30 milhões de pessoas saem às ruas, em mais de 1500 localidades, em defesa do governo. O povo iraniano tomou ruas e praças, mesmo sob forte bombardeio, legitimando seus governantes; mas, como isso não favorece o imperialismo, o critério do PSTU já não vale, continuam tagarelando que se trata de uma ditadura.

O artigo desmente a própria mentira da desmoralização ao ter de reconhecer que “dentro da oposição, o setor favorável à agressão israelense-americana está diminuindo diante das bombas que destroem o país e matam a população civil”, e que “os monarquistas, reunidos em torno do filho do antigo Xá Reza Pahlavi, são cada vez mais vistos pela maioria do povo iraniano como apoiadores da agressão militar contra o próprio país”.

A piada pronta é que “a maioria do povo iraniano é contra os bombardeios. Mas se lembra do massacre perpetrado pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC – Pasdaran) há dois meses”. É verdade, massacrou os mercenários da CIA e do Mossad, bem como acaba de deter 68 integrantes de grupos monarquistas e do grupo terrorista Mujahedin-e Khalq. Por isso milhões ocupam as ruas apoiando o governo e a Guarda.

Corroer por dentro

O PSTU quer enfraquecer o governo, alega que “dentro do país, devemos manter vivos os sindicatos alternativos, as organizações estudantis, os movimentos pelos direitos das mulheres e as organizações de nacionalidades oprimidas”. Os números iranianos demonstram que os direitos das mulheres não param de melhorar no Irã; 99% delas são alfabetizadas, são destaques na medicina, engenharia e ciências. Além disso, o índice de mortalidade materna é inferior a países como os EUA, apesar dos bloqueios econômicos.

Como é insanidade tentar depor um governo que luta contra o imperialismo, o PSTU tenta iludir seus leitores de que “em caso de invasão terrestre, é necessário enfraquecer as forças americanas e israelenses, seguindo o exemplo dos partisans europeus durante a Segunda Guerra Mundial”. Como esse partido espera que forças irregulares coordenem lançamentos de mísseis, fabricação de novas armas, logística, etc.? Fazer isso é entregar a vitória de mão beijada para o imperialismo.

No texto aparecem velhas fórmulas, como a que diz que “a liderança do regime iraniano, por sua própria natureza burguesa, não será capaz de levar adiante as tarefas de libertação nacional”, mas isso já foi contestado, por exemplo, por Cuba, que fez uma revolução democrática que somente depois aderiu ao socialismo.

O artigo do PSTU, além de recheado de mentira, tenta desmantelar a força que está impondo duras derrotas aos seus inimigos. Fala em “formar comitês locais de camponeses e trabalhadores pobres, minorias oprimidas, mulheres e pessoas LGBTQ+”, uma patacoada democratizante que serve apenas para desmobilizar quem luta e assim favorecer o imperialismo.

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