A presidente do Kuomintang (KMT), Cheng Li-wun, desembarcou na terça-feira (7) em Xangai, dando início a uma visita oficial à China que se estenderá até domingo (12). Trata-se da primeira viagem de uma liderança do principal partido de oposição de Taiuã ao território continental desde 2016.
A agenda da dirigente prevê passagens por três cidades chinesas: Xangai, Nanquim e Pequim. Na capital chinesa, a visita está programada para quinta-feira (9). Até o momento, não há confirmação de um eventual encontro entre Cheng e o presidente chinês, Xi Jinping.
Antes de embarcar, Cheng declarou que o objetivo central da viagem é demonstrar a possibilidade de estabilidade nas relações entre os dois lados do estreito de Taiuã. Segundo ela, tanto a China quanto Taiwan devem buscar evitar um conflito e, ao mesmo tempo, ampliar as possibilidades de cooperação. A dirigente afirmou que é necessário aproveitar as oportunidades existentes para fortalecer bases que permitam relações mais estáveis.
Outro ponto abordado pela líder do KMT é o comércio entre Taiuã e a China. Apesar das tensões políticas, o fluxo comercial entre as duas partes foi ampliado ao longo de 2025. Ainda assim, Cheng avaliou que o volume de negócios permanece abaixo do potencial existente, indicando a possibilidade de expansão das trocas econômicas.
A comitiva liderada por Cheng conta com cerca de 30 integrantes. Na quarta-feira (8), o grupo deverá visitar, em Nanquim, o mausoléu de Sun Yat-sen, figura central na Revolução de 1911 que levou à queda da dinastia Qing e à fundação da República da China. Sun foi o primeiro presidente do país e também a principal liderança histórica do Kuomintang.
O KMT ocupa atualmente a posição de principal força de oposição em Taiuã. O partido perdeu o controle do governo em 2016 para o Partido Democrático Progressista (DPP), que mantém uma linha de atuação mais rígida nas relações com Pequim. Desde então, o Kuomintang tem defendido a retomada de um diálogo mais amplo com o governo central chinês.
No parlamento taiuanês, o partido de Cheng possui aproximadamente um terço das cadeiras, mantendo influência significativa na política da ilha. A visita ocorre em um contexto de tensões recorrentes no estreito de Taiwan, ao mesmo tempo em que setores políticos defendem a ampliação de contatos entre as duas partes.
A viagem de Cheng Li-wun marca, portanto, uma retomada de iniciativas de aproximação por parte da oposição taiuanesa, com foco em estabilidade política e ampliação das relações comerciais entre Taiuã e a China.



