Oriente Próximo

Presidente do Irã: não cederemos diante da pressão do imperialismo

Em fala no sábado, Masud Pezeshkian afirmou que o governo seguirá “até o último alento” e disse que o país não se dobrará às pressões

O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, afirmou no sábado (21) que o país manterá sua soberania diante de pressões externas e que não cederá diante das potências que buscam impor seus interesses. “Nós nos esforçaremos pelo Irã até o último alento. Apesar de todas as carências, problemas, pressões e injustiças, o governo, com a graça de Deus e confiando na unidade e coesão da sociedade, se esforçará para superar os obstáculos e não permitirá que nenhum obstáculo permaneça no caminho da dignidade nacional”, declarou durante uma cerimônia.

O mandatário acrescentou que, mesmo com as dificuldades e pressões “geradas por certos poderes”, a determinação do país de se manter firme e avançar não será enfraquecida. “Ainda que o mundo, com injustiça, e as potências tenham se levantado para nos obrigar a inclinar a cabeça diante delas, devem saber que (…) não nos dobraremos frente a esses desafios”, disse.

Mais de 60 aeronaves de ataque dos EUA na Jordânia

A escalada política ocorre paralelamente ao aumento da presença militar dos EUA na região. Imagens de satélite e dados de rastreamento de voos citados pelo The New York Times indicam que mais de 60 aeronaves de ataque estavam estacionadas na base aérea Muwaffaq Salti, na Jordânia, número descrito como cerca de três vezes o habitual.

Os mesmos dados apontam que ao menos 68 aeronaves de transporte pousaram na base desde 15 de fevereiro. As imagens também registram a presença de caças F-35, além de drones, helicópteros e novos sistemas de defesa aérea. Autoridades jordanianas alegaram que o posicionamento de aeronaves e equipamentos ocorre sob um acordo de defesa entre os EUA e a Jordânia, e que a base é usada há anos para coordenação militar conjunta.

Plano de assassinato e ampliação das ameaças

Segundo a Axios, citando um assessor não identificado de Donald Trump, planos de contingência com alvos na liderança iraniana, incluindo o líder da Revolução Islâmica e seu filho, Mojtaba, teriam sido apresentados ao presidente norte-americano semanas antes.

Ao mesmo tempo, Trump enfrentaria críticas dentro do próprio regime norte-americano, de republicanos e democratas, diante da política belicosa e dos deslocamentos navais e aéreos para a região.

União Europeia coloca CGRI em lista e Teerã responde

No âmbito das sanções, o Conselho de Assuntos Exteriores da União Europeia formalizou, na quinta-feira, a inclusão do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) na lista de “organizações terroristas” do bloco. A medida prevê, entre outras restrições, congelamento de fundos e ativos em países da UE e proibição de que operadores europeus disponibilizem recursos ao CGRI, dentro do regime europeu de sanções.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou, no sábado, a designação recíproca das forças navais e aéreas de todos os Estados-membros da UE como “organizações terroristas”. Teerã classificou a decisão europeia como “ilegal e injustificada” e afirmou que a medida viola princípios da Carta da ONU e do direito internacional. O governo iraniano citou ainda uma lei aprovada pelo Parlamento em abril de 2019 para ações recíprocas, com base no Artigo VII, elaborada após a designação do CGRI pelos EUA.

CGRI testa míssil Sayyad-3G no Estreito de Ormuz

No mesmo sábado, a Marinha do CGRI realizou o primeiro lançamento do míssil antiaéreo naval Sayyad-3G durante o exercício “Controle Inteligente” no Estreito de Ormuz. O disparo foi feito a partir do navio Shahid Sayyad Shirazi. Autoridades iranianas descreveram o sistema como a variante naval do Sayyad-3, com lançamento vertical e alcance declarado de 150 quilômetros, capaz de engajar aeronaves, drones de grande altitude, aeronaves de apoio, patrulha marítima e mísseis de cruzeiro, além de integrar-se a uma rede mais ampla de comando e controle.

O exercício começou em 16 de fevereiro e ocorre em uma das principais rotas de trânsito energético do planeta. Analistas militares destacam que a ampliação da cobertura antiaérea em um corredor estratégico como Ormuz aumenta a profundidade defensiva das unidades navais destacadas.

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