O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, denunciou o que chamou de “tentativa brutal” dos Estados Unidos de “sufocar energeticamente” a ilha. Em publicação nesta segunda-feira (16) na rede social X, o dirigente agradeceu o apoio de chefes de Estado africanos a uma resolução que condena o bloqueio imposto pelos Estados Unidos e volta a cobrar a retirada de Cuba da lista norte-americana de países que supostamente patrocinam o terrorismo.
“Agradecemos a aprovação, pelos mandatários africanos, da resolução de condenação ao bloqueio dos Estados Unidos, que voltou a reclamar a exclusão de Cuba da unilateral Lista de Estados patrocinadores do terrorismo”, escreveu Díaz-Canel. Em seguida, afirmou que o gesto “tem maior valor nestes tempos de tentativa brutal dos EUA de sufocar energeticamente todo o nosso povo”.
No domingo (15), a Assembleia de Chefes de Estado e de Governo da União Africana aprovou, pela 17ª vez consecutiva, uma resolução de condenação ao bloqueio econômico, comercial e financeiro mantido pelos Estados Unidos contra Cuba. O texto também pede que os EUA retirem a ilha da lista de “patrocinadores do terrorismo”, classificando a designação como arbitrária.
A declaração de Díaz-Canel ocorre após medida assinada pelo governo Trump. Na ordem executiva, os EUA declaram “emergência nacional” diante do que chamou de “ameaça incomum e extraordinária” que Cuba representaria para a segurança do país norte-americano e da região. Em declarações anteriores, Díaz-Canel afirmou que a medida revela a “natureza fascista, criminosa e genocida” de quem, segundo ele, atua contra os interesses do povo cubano.
Segundo o governo cubano, o bloqueio já provocou danos econômicos acumulados superiores a US$159 bilhões e permanece como o principal obstáculo ao desenvolvimento da ilha.



