Movimentos sociais manifestaram nesta terça-feira (27) seu rechaço à juramentação do presidente imposto pelos Estados Unidos, Nasry Asfura, cuja posse foi realizada a portas fechadas no Congresso Nacional, com a presença de deputados governistas e algumas delegações nacionais e internacionais, em meio a um forte esquema de segurança.
Segundo relatos da capital, Tegucigalpa, efetivos militares e policiais guardaram o Poder Legislativo e impediram o acesso de integrantes da Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP) e de organizações camponesas. Os manifestantes foram contidos em setores como o Palo de Hule, em Comayagüela, um ponto historicamente vinculado a protestos sociais, enquanto recordavam que Asfura foi imposto pelo presidente estadunidense, Donald Trump, que cometeu ingerência ao interferir nas eleições e ameaçou tomar represálias com as remessas se os hondurenhos não votassem no candidato do Partido Nacional.
As marchas partiram do Parque da Liberdade e se estenderam a outras praças públicas do país.
Os setores mobilizados questionaram a legitimidade de Asfura e recordaram denúncias por atos de corrupção durante sua gestão como prefeito do Distrito Centra. Também advertiram que sua chegada ao poder representa o retorno de setores vinculados ao narcotráfico, em referência ao indulto concedido pelo presidente norte-americano Donald Trump ao ex-presidente Juan Orlando Hernández (2014–2022).
Da mesma forma, organizações sociais expressaram preocupação por anúncios atribuídos ao novo Governo sobre uma possível privatização do sistema de saúde e do setor energético, bem como mudanças na administração pública que colocariam em risco programas sociais implementados durante a recente gestão de Xiomara Castro.
A chegada de Asfura ao poder também se concretizou graças a uma colossal fraude eleitoral, apoiada pela direita e por autoridades eleitorais.





