São Paulo

Povo brasileiro sai às ruas em defesa da libertação de Nicolás Maduro

Manifestação ocorrida na Avenida Paulista foi convocada pelo Partido da Causa Operária (PCO)

Neste domingo (11), aconteceu o ato nacional em defesa da Venezuela, convocado pelo Partido da Causa Operária (PCO). O ato teve concentração na Praça Oswaldo Cruz, situada no início da Avenida Paulista, no coração da cidade de São Paulo. A programação previa o início às 10 horas, momento em que começaram a chegar delegações de várias cidades do país e os primeiros participantes. Por volta das 11h30, o ato iniciou uma marcha pela Avenida Paulista, seguindo até o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), onde o evento foi encerrado.

Além da participação expressiva, que fez do ato a maior demonstração de apoio à Venezuela desde as recentes hostilidades do governo norte-americano ao país caribenho —, o caráter do ato era bastante combativo. Entre os destaques, estavam cartazes e fotos em alusão aos mártires da luta anti-imperialista, como o general Qasem Soleimani, e lideranças vivas, como o Aiatolá Ali Khamenei, dirigente da República Islâmica do Irã. O ato, além de apoiar a Venezuela, estendeu seu apoio a todos os países oprimidos em luta contra o imperialismo.

Entre as bandeiras, destacavam-se as da Venezuela, do próprio PCO e de grupos da Resistência Palestina. Embora convocada pelo PCO, a manifestação contou com a participação de integrantes de diversas organizações, como o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Partido dos Trabalhadores (PT). Entre os presentes, estava o jornalista Breno Altman, perseguido pelo sionismo e uma das figuras públicas mais conhecidas da luta anti-imperialista no Brasil, sendo um notório defensor da Venezuela, do Irã e dos povos oprimidos.

A manifestação também contou com André Constantine, liderança do movimento revolucionário Carlos Marighella e militante do Rio de Janeiro conhecido pela luta nas favelas. O Partido Operário Revolucionário (POR) também marcou presença.

Outro grande destaque foi a Bateria Zumbi dos Palmares, formada por militantes e simpatizantes do PCO. A bateria animou o ato da concentração até a chegada ao MASP com várias palavras de ordem, como: “Maduro, amigo, o povo está contigo”. Além disso, a loja Robespierre esteve presente com materiais exclusivos em apoio à Venezuela.

A manifestação fora agendada no final do ano passado diante do cerco norte-americano. O presidente Donald Trump anunciou uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levassem à prisão do presidente Nicolás Maduro e, posteriormente, enviou 4 mil soldados e uma frota de guerra para o Mar do Caribe, posicionando-se para uma possível invasão.

Dias depois, iniciou-se uma onda de execuções sumárias no Mar do Caribe contra pessoas em embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico. A maioria das vítimas era venezuelana ou colombiana, executadas como forma de intimidação. Finalmente, no dia 3 de janeiro, ocorreu o sequestro do presidente Nicolás Maduro por uma força especial do exército norte-americano que invadiu o país. A operação resultou na morte de cerca de 100 pessoas, incluindo 32 agentes cubanos. O presidente e sua esposa, Cilia Flores, foram levados aos Estados Unidos. Em sua primeira aparição em um tribunal em Nova Iorque, Maduro declarou-se prisioneiro de guerra.

A manifestação deste domingo (11) teve como ponto central a solidariedade à Venezuela e a exigência da liberdade imediata de Maduro e Cilia Flores. No final do trajeto, próximo ao MASP, houve um confronto com um grupo de provocadores — cerca de 20 pessoas — que portavam bandeiras e fotos em alusão à ditadura monarquista de Reza Pahlavi, derrubada pela Revolução Iraniana. Os participantes do ato reagiram às provocações, tentando expulsar os provocadores, momento em que a polícia interveio para proteger o grupo minoritário. No tumulto, a polícia utilizou gás lacrimogêneo e cacetetes, ferindo alguns militantes.

Essa provocação ocorreu em um dia de mobilização global da extrema-direita contra a República Islâmica, organizada pelo imperialismo e pela CIA dentro do território iraniano.

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