Guerra no Oriente Próximo

Porta-aviões dos EUA foge após ser atingido por míssil do Irã

Após ser atingido, o porta-aviões e seus contratorpedeiros recuaram mais de 1.000 quilômetros em alta velocidade; Pentágono não explicou a fuga

O porta-aviões USS Abraham Lincoln foi atingido por drones de fabricação nacional da Marinha do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) e obrigado a recuar às pressas do Mar de Omã, em mais uma demonstração da capacidade de resposta das forças iranianas à agressão norte-americana e sionista em curso desde 28 de fevereiro.

O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya confirmou a operação na quinta-feira (5). O porta-aviões havia se aproximado a 340 quilômetros das fronteiras marítimas do Irã com o objetivo declarado de monitorar e controlar o estratégico Estreito de Hormuz durante a ofensiva norte-americana-sionista. Após ser atingido, o Lincoln e seus contratorpedeiros escolta fugiram em alta velocidade da zona de combate. O grupo de batalha recuou mais de 1.000 quilômetros da região.

O Pentágono não confirmou os danos ao porta-aviões nem forneceu explicação para a retirada súbita da embarcação para águas distantes. A Casa Branca guarda silêncio sobre o assunto.

O ataque desta quinta-feira se soma ao ocorrido no sábado anterior, 1º de março, quando o CGRI atingiu o mesmo Abraham Lincoln com quatro mísseis balísticos. O Khatam al-Anbiya advertiu na ocasião que “a terra e o mar se tornarão cada vez mais o cemitério dos agressores terroristas”. O CENTCOM negou o acerto dos mísseis, mas não explicou por que o porta-aviões se deslocou subsequentemente a mais de 1.000 quilômetros da área.

Confira, abaixo, a transcrição do discurso do porta-voz do Quartel-General Khatam al-Anbiya das Forças Armadas iranianas falando sobre a operação:

“Em nome de Alá, o Clementíssimo, o Misericordiosíssimo

As Forças Armadas da República Islâmica do Irã realizaram inúmeras operações ofensivas e defensivas ao longo do último dia e noite. A Força Aérea e a Marinha da República Islâmica do Irã atacaram os territórios ocupados, a base aérea de Ramat David e o sítio de radar de Meron, nos territórios ocupados, com drones-kamikaze. A localização dos terroristas americanos no Camp Udairi, no Kuwait, foi igualmente alvo dos drones ofensivos da Marinha.

A Força Terrestre do Exército prosseguiu suas operações contra os terroristas americanos estacionados no Curdistão iraquiano, atacando com drones o quartel-general deles em Erbil. A Força Aeroespacial do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI), na 19ª onda da Operação Promessa Verdadeira 4, com o código “Ya Hassan ibn Ali (que a paz esteja com ele)”, disparou mísseis balísticos Khorramshahr equipados com ogivas pesadas em direção ao Aeroporto Ben Gurion. A Força Terrestre do CGRI também atacou posições dos terroristas americanos na região do Curdistão iraquiano durante esta 19ª onda com drones-kamikaze.

A 20ª onda da Operação Promessa Verdadeira 4 foi igualmente executada em memória dos mártires do navio da Marinha Dena, com o código “Ya Mu’izz al-Mu’minin”, envolvendo ações combinadas diversificadas e amplas contra alvos americanos e sionistas; detalhes adicionais serão anunciados posteriormente. O porta-aviões Abraham Lincoln, que havia se aproximado a 340 km das fronteiras marítimas do Irã no Mar de Omã com o propósito de controlar o Estreito de Ormuz, foi alvo de drones da Marinha do CGRI e deixou a região, afastando-se a mais de 1.000 km.

Além das operações ofensivas, as operações defensivas das Forças Armadas prosseguem. Unidades de defesa aérea do Exército e do CGRI, subordinadas à Base Conjunta de Defesa Aérea Khatam al-Anbiya, interceptaram e destruíram um caça F-15E e um total de quatro drones de reconhecimento avançados — do tipo Hermes 900 e MQ-9 — nos céus ocidental, sudoeste e sul do país nesta manhã de quinta-feira, 14 de março. Essas abatidas elevam para mais de 75 o número total de drones inimigos derrubados por nossas forças. Além disso, vários mísseis de cruzeiro disparados pelos terroristas americanos, como os da série Tomahawk e JASSM, foram abatidos pelo fogo da defesa aérea.

No total, incluindo a 20ª onda da Operação Promessa Verdadeira 4, mais de 2.000 drones e mais de 600 mísseis foram disparados contra posições americanas na região e alvos sionistas nos territórios ocupados, e os ataques contra os inimigos continuam.

O som contínuo de sirenes e o prolongado confinamento dos residentes dos territórios ocupados em abrigos durante as últimas 100 horas de guerra demonstram o ritmo constante e controlado dos lançamentos iranianos em busca de severa retribuição contra os criminosos terroristas. As forças militares e os equipamentos covardes da entidade sionista estão escondidos em áreas civis e públicas, mas a detecção e o ataque aos agressores prosseguem, e nos próximos dias o ritmo dos ataques se tornará mais intenso e abrangente. A vitória vem somente de Alá, o Todo-Poderoso, o Sábio.”

O ataque ao Lincoln ocorre logo após a destruição covarde da fragata Dena, da Marinha iraniana, pelas forças norte-americanas nas águas próximas ao Sri Lanka. Mais de 180 marinheiros iranianos estavam a bordo do navio, que voltava de missão diplomática, no momento do ataque.

Fogo aberto em todas as frentes

O recuo do grupo de batalha norte-americano ocorre em meio a uma intensificação geral das operações iranianas contra alvos militares dos EUA e do regime sionista. Na mesma quinta-feira, a Força Aeroespacial do CGRI abateu um caça F-15E Strike Eagle norte-americano — aeronave birreator multifunção de ataque — utilizando novos sistemas de defesa aérea nos primeiros instantes do combate. A aeronave caiu nas fronteiras sudoeste do Irã.

As defesas aéreas conjuntas do Exército iraniano e do CGRI destruíram ainda sete drones inimigos avançados dos tipos Hermes e MQ-9 nas regiões ocidental e sudoeste do país, além de uma aeronave não tripulada do tipo Hermes 900 capturada intacta e totalmente armada. Desde o início do conflito, as forças iranianas abateram ao todo 25 drones do tipo Hermes e quatro MQ-9 norte-americanos.

No mesmo período, forças iranianas executaram ataques com drones contra Telavive, a instalação de radar Miron do regime sionista, posições militares norte-americanas em Erbil, no Iraque, e o Camp Al-Adiri, no Kuwait.

Mísseis Khorramshahr-4 perfuram defesas sionistas

Na madrugada de quinta-feira (5), o CGRI lançou mísseis balísticos pesados do tipo Khorramshahr-4, com ogivas de uma tonelada cada, contra o coração de Telavive, o aeroporto Ben Gurion e a base da 27ª Esquadrilha da Força Aérea sionista localizada no aeroporto. Os projéteis foram disparados como parte da 19ª onda da Operação Promessa Verdadeira 4, coordenados com ataques de drones para saturar e romper as defesas aéreas do regime. O Khorramshahr-4, também conhecido como Khaibar, tem alcance estimado de 2.000 quilômetros e é considerado um dos mísseis balísticos de combustível líquido mais potentes do arsenal iraniano.

Na madrugada de sexta-feira (6), horário local, uma nova salva coordenada de mísseis Khaibar, lançados em ação conjunta pelas forças iranianas, voltou a perfurar as defesas de Telavive.

Durante as operações das ondas anteriores, o Irã atingiu cerca de 20 alvos militares norte-americanos no Barém, nos Emirados Árabes Unidos e no Cuaite. Ataques iranianos também danificaram radares de defesa antimíssil dos EUA instalados na Jordânia, comprometendo a capacidade norte-americana de detecção precoce na região.

Agressão imperialista continua

O conflito foi desencadeado em 28 de fevereiro, quando os EUA e o regime sionista lançaram uma ofensiva conjunta que incluiu o assassinato do líder da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, além de dezenas de comandantes militares e civis. A agressão bombardeou alvos em Teerã, Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. Segundo dados do Ministério da Saúde do Irã, mais de mil iranianos, em sua maioria civis, já foram assassinados pelos Estados Unidos e “Israel” desde o começo da guerra.

A resposta iraniana foi imediata. Ao contrário do padrão observado na guerra de 12 dias de junho de 2025, as forças iranianas contra-atacaram em questão de horas, atingindo bases militares dos EUA no Golfo Pérsico, instalações sionistas e, agora, o próprio porta-aviões que servia de plataforma para os bombardeios contra o território iraniano.

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