O Exército de ocupação de “Israel” prendeu 20 palestinos, entre eles cinco mulheres e um jornalista, em invasões realizadas na Cisjordânia ocupada na madrugada de terça (30/6) para quarta-feira (1º), segundo a Sociedade Palestina dos Prisioneiros e fontes locais citadas pela agência Anadolu.
As mulheres presas foram Mayser Al-Faqih, Faten Hanaysha, Jamila Kanaan, Ataf Badr e Jamila Daho. Mayser foi detida na área da Ponte Titi, em Nablus. Faten Hanaysha, que trabalha em uma organização de caridade, teve a casa invadida em Beit Dajan, a leste de Nablus, e o computador foi confiscado.
Jamila Daho foi presa no bairro Batn Al-Hawa, em Ramala, junto de Jamila Kanaan. Ataf Badr foi detida em Hebrão.
A Sociedade Palestina dos Prisioneiros denunciou que as forças israelenses intensificaram as prisões e os interrogatórios desde a ampliação do genocídio em Gaza, em 8 de outubro de 2023. Segundo a entidade, as prisões fazem parte de uma política de “punição coletiva e retaliação”.
A entidade afirma que mulheres palestinas têm sido alvo crescente das forças israelenses. Elas são presas em invasões noturnas, submetidas a interrogatórios severos e, em muitos casos, detidas para pressionar familiares. Também há acusações de “incitação” por publicações em redes sociais.
Atualmente, há 99 mulheres palestinas em prisões israelenses. Também há 42 jornalistas palestinos detidos, dois deles desaparecidos.
Desde 7 de outubro de 2023, o Exército israelense assassinou mais de 1.173 palestinos na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, e prendeu cerca de 23 mil. O total de prisões no período passa de 24 mil, entre elas, mais de 765 mulheres, incluindo menores e idosas.




