A rede Samidoun informou que Mohammed Khatib, coordenador europeu da organização, foi detido no sábado (7) no aeroporto de Heraklion, em Creta, quando viajava para participar de uma atividade de solidariedade à Palestina. Segundo a entidade, ele foi informado de que estava “inadmissível” no país por razões de “segurança nacional” e permaneceu detido em condições perigosas e insalubres.
Na manhã de quarta-feira (11), a Samidoun comunicou que o Tribunal Administrativo de Primeira Instância de Heraklion determinou a libertação de Khatib e ordenou que ele deixe a Grécia por conta própria rumo à Bélgica, seu país de residência, nos próximos dias.
Apesar da decisão, a rede afirma que o banimento de Khatib do território grego segue em vigor e que ele pretende contestá-lo nas vias legais e políticas. A organização também denuncia que a medida foi tomada sob influência de “Israel”, e aponta que a ordem de exclusão foi emitida em 24 de dezembro de 2025, poucos dias após a cúpula tripartite Grécia–Chipre–“Israel”.
A Samidoun classificou o caso como escalada contra a comunidade palestina e o movimento de solidariedade no país. A organização citou ainda, no mesmo comunicado, um chamado do Masar Badil para mobilização de trabalhadores, estudantes e partidos contra o aprofundamento de acordos econômicos e militares de Atenas com a entidade sionista e potências imperialistas.
Na Bélgica, o governo de direita tenta retirar a condição de asilo de Khatib, o que, segundo a rede, amplia a perseguição contra militantes pró-Palestina em países europeus.
Até o fechamento desta edição, apoiadores e advogados aguardavam a confirmação prática da libertação, conforme informado pela organização.




