A polícia do governo australiano reprimiu fortemente as manifestações populares contra a visita do presidente de Israel, Isaac Herzog, em Sydney e Melbourne. Herzog visitou a Austrália para participar de cerimônias homenageando as vítimas do ataque na praia de Bondi que matou 15 pessoas durante uma festividade judaica em 14 de dezembro de 2025, segundo a imprensa.
Herzog afirmou que “os laços entre pessoas de bem de todas as crenças e nações permanecerão fortes diante do terror, da violência e do ódio”, na cerimônia da praia de Bondi. Ainda disse que “juntos vamos superar esse mal”. Isso revela a intenção do sionismo de confundir a luta antissionista, política, como sendo uma luta antissemita, racial.
Herzog disse que colocou duas pedras de Jerusalém na praia de Bondi “em memória sagrada das vítimas”. Talvez quisesse dizer em memória das vítimas sagradas, o que é mais provável, devido ao caráter farsesco que tenta colocar os israelitas como povo sagrado, ou o povo escolhido.
A presença do sionista Herzog não foi bem recebida pelas populações de Sydney e de Melbourne que prepararam os protestos contra sua presença no país. Os manifestantes pediam o fim da ocupação israelense dos territórios palestinos.
A polícia atacou e perseguiu duramente os manifestantes utilizando inclusive gás lacrimogêneo, e nem mesmo os repórteres escaparam das agressões policiais.
Mas não foi apenas a população da Austrália que se opôs a presença sionista em seu território, também o Conselho Judaico Progressista da Austrália declarou que Herzog não era bem-vindo devido ao seu provável envolvimento na “destruição contínua de Gaza”.
Apesar disso, muitos judeus australianos receberam bem a visita de Herzog. Como disse Alex Ryvchin, co diretor-executivo do Conselho Executivo dos Judeus Australianos, o principal órgão da comunidade, “sua visita aumentará o ânimo da comunidade enlutada”, que revela o caráter sionista dessa comunidade judaica.
O sionista Herzog apoiou fortemente os “passos positivos” adotados pelo governo australiano de combater o antissemitismo, com leis mais severas contra a posse de armas e o “discurso de ódio após o ataque na praia de Bondi.
O cínico sionista afirmou que compartilha a frustração das pessoas com o aumento do antissemitismo “em todo o mundo”. Vale lembrar que, se esse fosse o caso, os palestinos são semitas também, o que coloca o genocídio em toda Palestina um genocídio antissemita contra os palestinos promovido pelos israelenses.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, pediu que as pessoas respeitassem o propósito da visita de Herzog, apoiando-se na declaração do conselho de judeus australianos. Ao fazer isso, o primeiro-ministro adota uma posição abertamente sionista.
Fica absolutamente claro que o governo israelense tenta de todos os modos limpar a sujeira e esconder o genocídio que ele vem promovendo contra o povo palestino na Palestina ocupada desde 1948 com a ocupação no país.
Com os enormes e crescentes protestos populares em todo o planeta contra o genocídio em Gaza e Cisjordânia ocupadas, o sionismo apoiado pelo imperialismo tenta cinicamente esconder o verdadeiro caráter dessa atrocidade, que é a expulsão do povo palestino de seu país, tornando “Israel” o único proprietário das terras e sua expansão para o Líbano, Egito, Jordânia, Síria, etc.
Até mesmo a população interna de “Israel” está protestando contra seu governo, mas não por motivos humanitários, e sim pela incompetência e fracasso do regime na guerra contra os palestinos e exigem a criação de uma comissão de inquérito. Uma crise interna no governo podendo claramente levar ao colapso do regime.
Nas olimpíadas de inverno em curso na cidade de Milão estão ocorrendo fortes protestos contra a participação de “Israel” nos jogos. A crise só aumenta contra o imperialismo sionista, agora também nas olimpíadas de inverno, e sabe-se lá mais onde ocorrerão.
A gigantesca crise econômica e política que sofre o imperialismo o obriga a sair em ofensiva para tentar restabelecer seu poder enfraquecido. A situação na Ucrânia, na Palestina, na Europa, no sudeste asiático, e recentemente no continente americano com relação à Venezuela e Cuba, são exemplos claros.
Defender o sionismo vai na mesma direção, por isso a repressão aos atos são tão fortes, querem parar a tendência explosiva das massas contra o sistema porque esta poder crescer até virar processos revolucionários que colocariam em xeque todo o regime imperialista. Essa repressão é expressão da política fascista do imperialismo.




