Causa Operária TV

Plantão Irã nº 10 destaca crise de ‘Israel’ e recuo dos EUA

Programa apontou avanço das operações do Hesbolá e do Irã, denunciou a desmoralização do imperialismo e chamou para debates em várias cidades

A 10ª edição do Plantão Irã, programa diário da Causa Operária TV em parceria com o Diário Causa Operária, destacou nesta sexta-feira (27) o agravamento da crise militar de “Israel”, o prosseguimento das operações iranianas contra os agressores e a contradição das declarações do governo Donald Trump sobre uma suposta trégua na guerra. Durante a transmissão, os comentaristas Pedro Burlamaqui, Francisco Muniz e Victor Assis afirmaram que a situação no Oriente Próximo segue marcada pela iniciativa do Eixo da Resistência e pela dificuldade dos Estados Unidos e de seu principal enclave na região em obter qualquer resultado político ou militar decisivo.

Logo no início do programa, a bancada chamou atenção para o aumento das operações do Hesbolá na fronteira entre o Líbano e a Palestina ocupada. Segundo foi informado, a organização realizou mais de 100 operações em um único dia contra posições do exército sionista, superando o recorde anterior, e destruiu cerca de 100 tanques Merkava ao longo das últimas semanas.

Francisco Muniz avaliou que o desenvolvimento da resistência libanesa e palestina revela uma dificuldade crescente do imperialismo para impor sua superioridade militar de maneira absoluta. Segundo ele, o caso do Líbano, assim como o de Gaza e do próprio Irã, mostra uma desmoralização do imperialismo diante dos povos oprimidos. “A gente vê o caso do Líbano, o caso do Hesbolá, o imperialismo teve dificuldade inclusive com a resistência palestina na faixa de Gaza, o Irã também está sendo um grande problema. Isso daí, de um ponto de vista geral, acaba que gera uma desmoralização muito grande do imperialismo”, declarou.

Os comentaristas também relacionaram o avanço dessas operações à crise interna da ocupação sionista. De acordo com o programa, a própria imprensa israelense passou a noticiar mais abertamente a destruição nas principais cidades de “Israel”, bem como o deslocamento de parte da população para outras regiões. Victor Assis afirmou que a situação já é “muito desastrosa” e sustentou que a guerra abriu uma crise de segurança sem precedentes para os ocupantes. Ele disse:

“Agora não garantem absolutamente nada. Um dado muito significativo é que até agora, passadas três semanas da guerra, tem o número de pelo menos três milhões de israelenses que não conseguem encontrar abrigo em lugar nenhum. Quer dizer, um terço da população. Então, pessoal vai olhar isso aí e vai dizer, ‘melhor ir para outro lugar’.”

Ao passar ao caso iraniano, o programa destacou que a operação Promessa Cumprida 4 chegou à marca de 84 ondas ao longo de 29 dias de guerra. Segundo a transmissão, uma dessas ondas teve como alvo aviões norte-americanos em reabastecimento na base de Al-Kharj, na Arábia Saudita, além de um importante centro logístico militar israelense ligado à unidade 6900. A avaliação dos comentaristas foi a de que a República Islâmica mantém a iniciativa e não dá qualquer sinal de interrupção das operações.

Comentando esse quadro, Francisco Muniz afirmou que o Irã encara o conflito como uma questão de sobrevivência nacional diante da ofensiva imperialista. “O Irã já percebeu que aqui ele não pode aceitar porque é um conflito de vida ou morte. Se o Irã ceder, as ofensivas tendem a crescer”, declarou. E acrescentou que era esperado que o governo iraniano reagisse “com toda a força possível”.

Outro ponto central do programa foi a denúncia das contradições do governo Trump. Burlamaqui relatou que o presidente norte-americano anunciou em sua rede social a prorrogação de uma suposta trégua contra a infraestrutura energética iraniana e afirmou que a medida teria sido pedida pelo próprio governo do Irã, ao mesmo tempo em que Teerã negou qualquer negociação. A bancada observou ainda que as exigências norte-americanas incluiriam a entrega total do urânio enriquecido iraniano, restrições ao programa balístico e o rompimento do apoio ao Eixo da Resistência.

Victor Assis considerou que esse tipo de declaração apenas aprofunda a crise política do governo norte-americano. “Eu acho muito difícil ter alguém ainda que leve a sério isso daí”, afirmou. Em seguida, ressaltou que o Irã manteve sua posição e rejeitou a fantasia de que estaria implorando por tempo ou por acordo. Para os comentaristas, a sucessão de declarações contraditórias indica a dificuldade dos EUA em apresentar uma saída para a guerra sem assumir uma capitulação.

O programa também tratou da informação de que o diretor do FBI teve sua conta de e-mail hackeada por um grupo que atua em defesa do Irã. Francisco Muniz afirmou que a ação funciona como um aviso de que as estruturas norte-americanas não estão seguras. “É um aviso, vamos dizer assim. É uma ação como se fosse para dar um aviso de que eles conseguem acessar determinadas informações”, disse. Ao mesmo tempo, destacou o papel internacional do FBI, citando inclusive sua atuação em operações dentro do Brasil.

Na parte final, a transmissão divulgou a rodada nacional de debates sobre o Irã e a Revolução Islâmica, prevista para várias cidades entre 28 de março e 4 de abril. Victor Assis afirmou que as atividades discutirão a Revolução Iraniana de 1979, a natureza do regime político iraniano, a utilização da palavra de ordem da “democracia” pelo imperialismo e o papel do Irã como eixo central da resistência na região. Segundo ele, “é impossível compreender a capacidade de reação do Irã hoje sem passar pela revolução iraniana”. O programa também chamou atenção para o debate principal em São Paulo e para o curso da Universidade Marxista sobre a história do Irã e da Revolução Islâmica.

Gostou do artigo? Faça uma doação!

Rolar para cima

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.