Causa Operária TV

Plantão Irã destaca crise militar e política em ‘Israel’

Programa da COTV e do DCO tratou do desgaste das forças armadas sionistas, de relatos vindos do norte da Palestina ocupada, de vazamentos no gabinete de Netaniahu e mais

Na edição desta quinta-feira (26), o Plantão Irã, programa diário da Causa Operária TV em parceria com o Diário Causa Operária, voltou-se para os sinais de agravamento da crise militar, política e social do regime de “Israel” em meio à guerra contra o Irã. Apresentado por Pedro Burlamaqui, com comentários de Victor Assis, Chico Muniz e participação de Izadora Dias, o programa foi ao ar às 16 horas e reuniu notícias sobre a situação do Exército sionista, os efeitos dos ataques iranianos e a repercussão desses acontecimentos na própria imprensa israelense.

Logo no início, Burlamaqui informou que, segundo a imprensa israelense, o chefe do Exército de “Israel” advertiu o gabinete de guerra de que as forças armadas estariam à beira da desagregação e que a situação levantaria “10 bandeiras vermelhas” sobre o estado do aparato militar. A informação foi apresentada como mais um indício da deterioração do regime sionista desde o início da nova etapa da guerra, em 28 de fevereiro.

Ao comentar a notícia, Chico Muniz afirmou que a desmoralização das tropas não seria um fato isolado nem recente, mas um processo que já vinha da resistência palestina em Gaza. Segundo ele, a guerra aprofundou uma crise anterior e atingiu diretamente a situação das forças armadas. “Essa crise envolvendo os soldados em Israel, ela não é de agora. Ela já vem desde o conflito com a resistência palestina na Faixa de Gaza, que desmoralizou totalmente as forças armadas israelenses. […] Israel hoje está muito desmoralizado”, declarou.

O programa também exibiu e traduziu um vídeo da própria imprensa israelense com o depoimento de um morador do norte da Palestina ocupada, região que tem sido atingida pela ação do Hesbolá. No relato, o homem denunciou diretamente o governo por mentir à população e abandonar a região.

“O primeiro-ministro e o ministro da Defesa de Israel mentiram para nós. Prometeram que tinham destruído o Hesbolá no norte e que viriam 15 bilhões de xéquels para a reconstrução do norte. Mas nada aconteceu. Isso tem um nome: traição. Uma traição com a segurança, a economia dos moradores do norte. Enquanto distribuem 11 bilhões para interesses políticos, não há dinheiro para nossas crianças nos abrigos que enfrentam 50 alarmes por dia. A única correção possível é parar de mentir e enviar esses recursos para cá.”

A partir desse depoimento, Victor Assis afirmou que esse tipo de material permitiria medir com mais precisão a gravidade da situação em “Israel” do que as versões oficiais do regime. “Quando você tem um relato desses, quando você vê o desespero humano da pessoa, isso vindo da própria imprensa israelense interessada na defesa dos interesses genocidas do primeiro-ministro Benjamin Netaniahu, aí fica incontestável o que está acontecendo”, disse. Ainda nessa parte do programa, os comentaristas mencionaram imagens de corvos sobrevoando Telavive, mais um sinal do ambiente de crise no interior do regime.

Outro tema abordado foi a demissão de Ziv Agmon, porta-voz e chefe de gabinete de Benjamin Netaniahu, após o vazamento de mensagens em que ele teria chamado o primeiro-ministro de “velho” e “acabado” depois do 7 de outubro, além de insultar parlamentares do próprio partido do governo. Para Burlamaqui, o caso seria mais uma demonstração de decomposição do regime. Já Chico Muniz observou que vazamentos desse tipo costumam ser produto de disputas internas. A conclusão dos comentaristas foi a de que a crise deixaria evidente a falta de coesão no interior do governo sionista.

Na parte final do programa, a equipe tratou de um levantamento feito pelo próprio DCO sobre a cobertura da imprensa israelense a respeito dos danos causados pelos ataques iranianos. Segundo Victor Assis, até o dia 20 predominavam imagens de danos secundários, como telhados atingidos por estilhaços. A partir do dia 25, porém, a situação teria mudado, com aumento de vídeos mostrando prédios em chamas, edifícios destruídos, casas atingidas e protestos contra o governo. Segundo ele, a mudança indicaria que a censura imposta pelo regime já não conseguia esconder do mesmo modo os efeitos da ofensiva iraniana.

O programa também repercutiu informações publicadas pelo jornal The Cradle segundo as quais os Emirados Árabes Unidos teriam cedido bases aéreas e infraestrutura tecnológica aos Estados Unidos para auxiliar na escolha de alvos contra a República Islâmica. Na discussão, Izadora Dias afirmou que uma ampliação da pressão iraniana sobre os países do Golfo poderia agravar ainda mais a crise do imperialismo, já afetado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz e pelo encarecimento do petróleo.

“Você vê que a crise causada pelo aumento dos barris de petróleo […] pressiona os países imperialistas a colocar um ponto final. E aí, se o Irã acaba bloqueando outro estreito, você vai multiplicar a crise”, disse. Na sequência, Burlamaqui destacou que a Operação Promessa Cumprida 4 já havia alcançado 82 ondas desde 28 de fevereiro, o que, segundo os comentaristas, mostraria a capacidade de resposta do Irã diante da agressão norte-americana e sionista.

Chico Muniz afirmou ainda que a demonstração de força iraniana tende a repercutir para além da região. “Existe uma tendência à agressividade maior do imperialismo […] mas a demonstração de que o imperialismo pode ser derrotado tem um efeito importante […] na disposição de luta dos oponentes do imperialismo”, declarou.

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