O programa Plantão Irã, transmitido diariamente pela Causa Operária TV em parceria com o Diário Causa Operária, trouxe em seu segundo episódio os acontecimentos mais recentes sobre a guerra no Oriente Próximo, consolidando a visão da bancada de que o imperialismo norte-americano e o Estado de “Israel” enfrentam um colapso militar e moral sem precedentes. Ancorado por Juca Simonard, com a participação dos comentaristas Victor Assis, Francisco Weiss Muniz e da convidada especial Adriana Machado, o programa iniciou com a discussão sobre o vídeo no qual o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netaniahu, aparece com uma lista de autoridades iranianas a serem assassinadas ao lado do embaixador Mike Huckabee. O ministro de Relações Exteriores do Irã, Abas Araghchi, denunciou a hipocrisia internacional no X ao afirmar que, se o presidente iraniano apresentasse uma lista semelhante de alvos norte-americanos, o mundo eclodiria em histeria com sanções e condenações da Organização das Nações Unidas (ONU), mas que as regras simplesmente não se aplicam a “Israel”.
Victor Assis aprofundou a análise ao classificar as ameaças de Netaniahu como uma tentativa desesperada de esconder as derrotas em campo. Segundo Assis, o governo israelense está tomando um “cacete” na mão do Irã e, diante da incapacidade de resolver a parada militarmente, recorre ao que chamou de “choro para o pai”, referindo-se aos pedidos de ajuda aos Estados Unidos. Ele argumentou que a sociedade israelense caminha para um colapso iminente, pois o mito da segurança e da força militar imbatível ruiu.
Essa percepção de fraqueza foi reforçada pela notícia da derrubada de um caça F-35 norte-americano, um dos aviões mais avançados tecnologicamente do mundo, pelo sistema antiaéreo iraniano. Victor Assis destacou o vexame técnico de Donald Trump, que minutos antes do incidente teria afirmado em transmissão ao vivo que as defesas do Irã estavam destruídas e que os EUA poderiam atirar onde quisessem. Enquanto Trump falava em destruição total, os aviões de ponta caíam do céu, demonstrando uma capacidade de defesa iraniana muito superior ao que a imprensa ocidental admite.
O ponto focal do programa foi a retaliação do Irã após o ataque ao campo de gás Pars do Sul. Adriana Machado explicou que o Irã aplicou rigorosamente o princípio do olho por olho, atacando instalações vitais no Golfo após emitir avisos de evacuação, mimetizando de forma sarcástica os procedimentos que “Israel” alega usar na Palestina. Os dados apresentados por ela foram devastadores: a Qatar Energy teve 17% de sua capacidade de exportação atingida, resultando em um prejuízo anual estimado em 20 bilhões de dólares, o que forçou a declaração de motivo de força maior para o descumprimento de contratos com a Itália, Bélgica e China. Nos Emirados Árabes, a produção das principais refinarias chegou a zero, e, na Arábia Saudita, a refinaria de Yanbu, estratégica para o escoamento via Mar Vermelho, foi paralisada. Machado ressaltou que o impacto econômico foi imediato, com o petróleo saltando para a casa dos 118 dólares, e que o próprio secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, já avalia suspender sanções ao petróleo iraniano estocado em navios-tanque para tentar conter a inflação global.
A bancada também discutiu a situação nas frentes do Líbano e do Iraque. Juca Simonard informou que o Hesbolá alcançou um recorde de alcance com mísseis atingindo a região de Achequelon, a 315 quilômetros da linha azul, e citou uma mensagem de vídeo da organização afirmando categoricamente que a vitória é deles e que nunca serão derrotados.
No Iraque, a resistência atacou bases norte-americanas e milícias separatistas curdas, que seriam usadas pelo imperialismo para fragmentar o território iraniano. Em meio à crise, Francisco Muniz mencionou boatos de que a OTAN estaria preparando a retirada de seus integrantes do Iraque devido à insustentabilidade da ocupação.
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