O estado de São Paulo registrou em 2025 aumento, pelo terceiro ano consecutivo, das mortes provocadas por policiais militares em serviço. Segundo dados do Gaesp, do Ministério Público, foram 672 assassinatos em intervenções policiais no ano, sendo 184 apenas na capital.
Em 2024, foram 653 mortes, o que indica alta de 3% em 2025. Já em 2023, o número havia sido de 357, e em 2022, 262, evidenciando uma escalada expressiva no período recente.
Comparação com 2023
A variação mais acentuada, conforme os números apresentados, ocorre na comparação de 2025 com 2023: aumento de 88,24%. O ano com maior número de mortes decorrentes de intervenções de PMs em serviço, segundo a série citada, foi 2019, com 720 casos.
Câmeras corporais e o discurso de ‘transparência’
O levantamento menciona diferenças entre modelos de câmeras corporais utilizados pela PM. Em 2023, as câmeras eram de um modelo descontinuado, com acionamento manual frequente e foco no registro para fins de prova.
Já as novas câmeras, implementadas no começo de 2024, teriam acionamento automático, integração ao 190 e armazenamento criptografado, apresentadas como instrumento de “eficiência” e “transparência”. Mesmo assim, os números de letalidade em 2025 voltaram a crescer, uma demonstração da farsa que é o programa de câmeras corporais.





