Militantes do Partido da Causa Operária (PCO) intensificam em todo o Brasil uma campanha de panfletagem para convocar a população aos atos em defesa do Irã, marcados para o dia 28 de fevereiro, sábado, às 10 horas. A ação ocorre em meio a crescentes ameaças imperialistas contra o Irã, com o Partido denunciando os ataques à soberania iraniana.
Os atos estão confirmados em três capitais: Brasília, no Armazém do Campo (SCS, Edifício Denasa, Térreo); São Paulo, na Casa Portugal (Avenida Liberdade, 602); e Rio de Janeiro, no Sindsprev (Rua Joaquim Silva, 98, Lapa). A iniciativa busca mobilizar amplos setores da população contra a ofensiva imperialista que visa desestabilizar o Irã e o Eixo da Resistência.
A panfletagem ocorre em diversas cidades brasileiras, com militantes e simpatizantes distribuindo materiais informativos nas ruas, universidades, comércios e pontos de grande circulação. O objetivo é alertar sobre as manobras do imperialismo, que vão além de sanções econômicas e incluem ações militares indiretas com armamento de provocadores para desestabilizar o país e viabilizar uma incursão militar.
Gabriel, militante do PCO em Curitiba e um dos organizadores das atividades locais de panfletagem, descreveu o clima positivo da mobilização. “A gente planeja, nessa quinta e nessa sexta, fazer bastante mutirões de panfletagem. A gente vai fazer ali pelo Centro de Curitiba, na frente do prédio histórico da Federal, na Santa Andrade, pegar os estudantes e professores, e a gente também vai próximo da UFPR, pegar os estudantes durante a saída, ali na esquina com o Shopping Estação. Vai ter vários trabalhadores de comércio saindo, vai ter os estudantes e professores”, explicou ele.
O militante destacou o entusiasmo da base: “os militantes e os simpatizantes estão bem animados para essas atividades. É um clima bem positivo. Tanto que assim que eu postei um chamado público nos grupos, ainda não tinha começado a chamar individualmente, já comecei a receber mensagens de gente falando, quinta e sexta de noite eu posso, já dando o seu horário, propondo locais. Então o clima é bem legal”. Gabriel também mencionou a chegada de novos apoiadores: “muitas pessoas novas estão se aproximando agora. É perceptível a falta de uma esquerda que é anti-imperialista de fato, está aí defendendo todos os povos oprimidos, não só uma defesa abstrata de quem eles consideram que são palatáveis, que eles não têm grandes discordâncias ou não têm um certo preconceito igual à esquerda costuma ter com o Irã, por exemplo, por questões fictícias relacionadas às mulheres e à religião islâmica”.
Ele reforçou o compromisso prático: “vão ser atividades muito boas, o pessoal está empolgado. E a gente tem cinco mil panfletos e com certeza vai fazer questão de panfletar todos. Todo mundo está com esse objetivo em mente e preparado para cumprir essa tarefa nesses próximos dias”.
Para o PCO, a importância do ato está na defesa intransigente da soberania iraniana contra ameaças externas. Não bastasse armar provocadores e instruí-los a atacar a Guarda Revolucionária, a unidade de voluntários Basij e, na ausência destes, a própria população, como ocorreu em protestos violentos em janeiro, há uma ação explícita de recrutamento. A CIA publicou recentemente em sua conta oficial no X um manual em persa detalhando como contatar a agência de forma segura, incluindo orientações sobre uso de dispositivos descartáveis, redes Tor e VPNs, em meio a protestos violentos no país. Isso é um recrutamento aberto de elementos violentos para desestabilizar o Irã e viabilizar uma intervenção militar direta.
Diante desse cenário, o PCO defende que o movimento operário e suas organizações de luta assumam um posicionamento claro e anti-imperialista, sem concessões, preconceitos ou capitulações. “Todo apoio ao Irã! Não à guerra! Abaixo a intervenção imperialista!”, resume a convocação oficial do PCO presente tanto em materiais digitais, quanto nos panfletos distribuídos nas ruas.















