Na noite desta quarta-feira (7), o Partido da Causa Operária (PCO) realizou uma plenária de mobilização para o ato em defesa da Venezuela, marcado para o dia 11 de janeiro, na Avenida Paulista. O encontro, que reuniu lideranças partidárias, movimentos sociais, representantes sindicais e militantes internacionais, serviu como ponto de partida para o que um dos participantes descreveu como uma “batalha central contra a agressão imperialista no continente”.
A mobilização acontece em meio a importantes acontecimentos recentes, especialmente o “sequestro” do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cecília, pela Força Aérea dos Estados Unidos.
Antonio Carlos, membro da direção nacional do PCO, reforçou a gravidade do momento:
“O ato foi convocado desde dezembro diante da extrema gravidade da situação. Não estamos falando apenas de sanções econômicas, mas de uma ação de pirataria internacional com o sequestro do presidente Maduro. É uma agressão que fere a autodeterminação de todos os povos latino-americanos.”
Segundo Silva, o objetivo é promover uma mobilização “ampla e democrática”, capaz de superar as barreiras do sectarismo da esquerda nacional. Ele enfatizou que o convite se estende a todos os setores que se solidarizam com o povo venezuelano, independentemente de divergências programáticas pontuais.
A plenária revelou números expressivos que demonstram o alcance da campanha. Mais de 50 mil panfletos e cartazes já foram distribuídos.
A dimensão do ato promete ser nacional. Relatos de diversas regiões mostraram o esforço logístico para trazer manifestantes a São Paulo:
- Uma caravana de dezenas de ativistas já está confirmada para sair do Rio de Janeiro
- O Comitê de Luta do Distrito Federal, presente na plenária, confirmou uma grande presença no ato
- Cidades do interior de São Paulo, como Bauru, também estão organizando caravanas
- Do Mato Grosso do Sul, virão delegações de índios guaranis-caiouás
João Pimenta, dirigente do PCO, foi enfático ao cobrar unidade e clareza política:
“A manifestação só será forte se conseguir abarcar todas as entidades que se propõem a defender as reivindicações da classe operária. O foco deve ser a defesa do governo Maduro contra o imperialismo. Precisamos desmascarar os setores da esquerda que, por covardia ou alinhamento ideológico, acabam fazendo o jogo dos Estados Unidos.”
A plenária contou com o depoimento emocionante de Rafael, militante venezuelano residente no Brasil. Ele compartilhou a realidade do cerco sofrido por seu país e a importância do apoio internacional:
“Defender o governo Maduro é defender a continuidade do projeto chavista e a sobrevivência do povo venezuelano. O que o imperialismo quer é destruir qualquer exemplo de soberania na América Latina. Estar na Paulista no dia 11 é um dever de todos os revolucionários.”
Ao final da reunião, foi estabelecida uma série de tarefas práticas para garantir o sucesso do evento.




