8 de março

PCO promove debates para o Dia da Mulher em todo o País

O PCO e o Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo preparam debates para o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, que deverão discutir o identitarismo e a luta pela emancipação

O Partido da Causa Operária (PCO) e o Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo realizarão uma série de debates no Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, em 8 de março, em diversas cidades do País. Segundo o Partido, o objetivo é esclarecer as particularidades da exploração das mulheres da classe operária, bem como as soluções apresentadas pelo programa político revolucionário socialista. Para tal, também é necessário esforço para refutar o identitarismo, que constantemente confunde as mulheres trabalhadoras.

Militantes e simpatizantes do PCO e do Coletivo Rosa Luxemburgo intensificam, nos dias que antecedem a data, panfletagens em locais de trabalho, universidades, terminais de transporte e vias públicas para divulgar os debates organizados pelo Partido e pelo coletivo. As atividades visam discutir, além do problema do identitarismo, temas da luta pela emancipação da mulher, como a exploração dela na sociedade capitalista por meio da escravidão doméstica e da dupla jornada de trabalho. 

Também será dado destaque ao papel da classe trabalhadora na luta contra a opressão e a defesa intransigente das mulheres oprimidas em nível internacional, em especial em apoio às mulheres palestinas e iranianas contra o imperialismo, que assassinou mais de 170 meninas em uma escola no Irã em bombardeios recentes. Essa tem sido uma política histórica do coletivo e do Partido, que se destacaram como únicas organizações de esquerda no Brasil a defender as mulheres palestinas e iranianas em seu direito legítimo de defesa através de suas legítimas organizações de luta, sejam elas religiosas ou não.

Nesse sentido, o PCO e o Rosa Luxemburgo optaram por organizar suas próprias atividades e não aderir às convocadas por partidos da esquerda pequeno-burguesa. Segundo dirigentes do Partido e do coletivo, os atos promovidos por esses grupos apresentam baixa adesão das massas e costumam ser esvaziados, sem capacidade de mobilizar amplos setores da classe trabalhadora. Além disso, há registro sistemático de repressão contra a participação do Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo nesses eventos.

Em 2024, por exemplo, durante manifestação realizada em São Paulo, o Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo foi expressamente proibido de fazer uso do carro de som para divulgar sua campanha em defesa da mulher palestina. Os grupos organizadores chegaram a acionar a Polícia Militar para impedir a intervenção do coletivo, o que resultou em violência policial contra suas militantes. O Diário Causa Operária (DCO) cobriu em detalhe o caso:

8 de março: esquerda chama PM e, para esconder, calunia o PCO

Além disso, em outras oportunidades, organizações da esquerda pequeno-burguesa impediram a intervenção do PCO e do Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo em suas atividades em defesa da mulher trabalhadora.

Parte do esforço para esse Dia Internacional da Mulher Trabalhadora é justamente contestar as teorias que justificam esse tipo de repressão: as teorias identitárias, apresentando soluções reais, materialistas e, principalmente, revolucionárias. Uma das propostas que combate o problema central da exploração da mulher, a escravidão doméstica, é a responsabilidade coletiva, através do Estado, pela criação das crianças em uma sociedade, removendo o peso econômico que escraviza a mulher em seu lar. Assim, os pais ficam com a parte afetiva, mas sem o peso econômico e o trabalho doméstico necessário para a criação dos filhos. Algo assim jamais seria apresentado pelos identitários, que não têm e nem podem ter soluções reais para os problemas.

Em consonância a isso, no ano passado, o PCO e o Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo realizaram um ato nacional em São Paulo, reunindo militantes de todo o Brasil, em uma intervenção analisada como exitosa pelas organizações. Neste ano, para intervir de forma mais ampla também em outras regiões, o partido e o coletivo optaram por fazer debates sobre o identitarismo e a luta pela emancipação da mulher, conduzidos por uma integrante do Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo ou por um militante com experiência no tema, nas diversas cidades onde há atuação partidária.

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Dessa forma, os debates do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, abertos a trabalhadores, trabalhadoras, estudantes e todos que quiserem participar, serão realizados em todo o país no dia 8 de março, com o objetivo de resgatar o caráter revolucionário e de classe da data.

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