Diante da perigosa ofensiva do imperialismo contra a República Islâmica do Irã, o Partido da Causa Operária (PCO) decidiu convocar um ato nacional em defesa da nação persa. A manifestação ocorrerá no último sábado de fevereiro (28), às 10h, no centro da cidade de São Paulo. Nos próximos dias, a Direção do Partido deverá divulgar o local onde ocorrerá a atividade.
Este será o segundo ato nacional convocado pelo PCO neste ano. No dia 11 de janeiro, o Partido realizou um bem-sucedido e combativo ato em defesa do povo venezuelano e pela liberdade de seu presidente, Nicolás Maduro, sequestrado pelas forças militares do imperialismo norte-americano. Durante a passeata daquele dia, chegou a haver um confronto entre manifestantes e um grupo de provocadores que defendiam a derrubada do regime iraniano.
A situação no Oriente Próximo atingiu um ponto de ebulição tal que exige uma resposta firme de todos os povos oprimidos. As recentes movimentações do imperialismo apontam para uma tentativa de reproduzir, em uma escala muito mais perigosa e destrutiva, os mesmos métodos de desestabilização utilizados contra a Venezuela. O próprio governo dos Estados Unidos, por meio de declarações, já deixou claro que possui uma armada próxima ao território iraniano significativamente superior à que foi enviada para cercar o regime chavista.
As novas ações do imperialismo é uma manobra de pressão extrema que visa forçar uma improvável capitulação total ou justificar uma agressão militar direta. As exigências colocadas sobre a mesa são inaceitáveis para qualquer nação soberana: a remoção de todo o urânio enriquecido, limites aos estoques de mísseis, o fim do apoio aos movimentos de resistência regional e a proibição do enriquecimento independente de urânio. É óbvio que o Irã não aceitará essas condições, pois equivaleriam à entrega das chaves do país ao Departamento de Estado norte-americano e ao sionismo.
Diante desse cenário, o governo brasileiro se encontra em uma posição de subserviência vergonhosa. O Itamaraty, agindo como uma sucursal do governo norte-americano, limita-se a reproduzir a propaganda imperialista, condenando o que chamam de repressão a movimentos populares no Irã, sem questionar a natureza desses movimentos. Se a imprensa imperialista diz que houve fraude na Venezuela ou que o Movimento de Resistência Islâmica é um grupo terrorista, o governo brasileiro segue.
O que ocorreu recentemente no Irã não foi um levante espontâneo, mas um ato de guerra coordenado. A grande imprensa brasileira, agindo como porta-voz do Pentágono, tenta pintar o quadro de uma revolta popular pacífica esmagada por uma ditadura, mas a realidade dos fatos aponta para um movimento armado de fora para dentro com o objetivo de criar o caos e abrir caminho para uma intervenção militar externa.
A prova cabal dessa operação foi a interceptação, por parte do governo iraniano, de um carregamento de aproximadamente 60.000 armas de fogo destinadas a esses grupos. Setores da esquerda brasileira, mergulhados em abstrações liberais sobre democracia versus ditadura, preferem acreditar no conto de fadas das mobilizações pacíficas, ignorando que o Mossad e a CIA têm interesses diretos na desestabilização da região. Ignoram, ainda, que centenas de ambulâncias e mesquitas foram atacas.
O nível de violência visto nessas ações não possui precedentes em movimentos populares autênticos. O dado mais extraordinário é que, nos confrontos, o número de baixas entre as forças de segurança e defensores do regime superou proporcionalmente as baixas do suposto movimento popular, o que desmascara a farsa da repressão a civis desarmados. Foi uma tentativa de microinsurreição armada que só foi debelada porque o governo iraniano teve a capacidade de chamar o povo às ruas em manifestações gigantescas, mostrando que o regime possui uma base social real que o imperialismo não consegue ignorar.
Essa ofensiva contra o Irã ocorre em um momento em que o imperialismo tenta desesperadamente recuperar o terreno perdido após a derrota desmoralizante no Afeganistão, a operação russa na Ucrânia e a Operação Dilúvio de Al-Aqsa. O Irã é o eixo central da resistência que apoia o Hesbolá, o Iêmen e a resistência iraquiana.
Por isso, é preciso denunciar a farsa humanitária dos Estados Unidos, que se dizem preocupados com o povo iraniano enquanto financiam o massacre do povo palestino. A defesa do Irã hoje é a defesa da autodeterminação dos povos contra a ditadura global do imperialismo.





