América Latina

Partido governista de Honduras boicota negociações no Congresso

Agremiação liderada por Xiomara Castro e Manuel Zelaya denunciaram “fraude das mais escandalosas” no pleito do ano passado

O Partido Liberdade e Refundação (Libre), da atual presidente Xiomara Castro e do líder nacionalista Manuel Zelaya, anunciou nesta quarta-feira (14) sua decisão unânime de não participar dos pactos nem negociações para a eleição da Mesa Diretora do Congresso Nacional, por considerar que o processo eleitoral está marcado por uma “fraude das mais escandalosas”, validada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e pelo Tribunal de Justiça Eleitoral (TJE).

“Assume-se a liderança de uma oposição firme, construtiva e combativa em unidade contra o governo de facto que pretende se impor com uma declaração inconstitucional, sem a contagem dos votos”, especifica o comunicado.

Através de uma nota emitida após uma sessão de emergência de sua bancada legislativa, a organização política declara que o governo que assumirá em 27 de janeiro é “de facto”, ilegítimo e ilegal, produto da ingerência direta dos Estados Unidos e da recusa das autoridades eleitorais em contar os votos e responder aos processos de impugnação.

As autoridades eleitorais proclamaram vencedor o candidato Nasry Asfura (Partido Nacional), aliado ao ex-presidente e narcotraficante Juan Orlando Hernández e apoiado por Donald Trump.

O partido manifestou que “não apoiará nenhuma candidatura”, ao mesmo tempo que condenou o retorno a políticas neoliberais como os fideicomissos, as Zonas de Emprego e Desenvolvimento Econômico (ZEDE) e a privatização da Empresa Nacional de Energia Elétrica (ENEE). “Condenamos o retorno ao fascismo e assumiremos a liderança de uma oposição firme, construtiva e combativa”, acrescentou a mensagem.

O partido concedeu um voto de apoio à presidente Xiomara Castro, destacando seu “respeito à Constituição da República e à alternância no exercício da Presidência da República”. Da mesma forma, expressou seu apoio ao Decreto Legislativo 58-2025, aprovado em sessão extraordinária, que ordena a apuração das urnas nos três níveis eletivos.

O Libre também fez um “apelo à Suprema Corte de Justiça para que se pronuncie sobre os recursos interpostos e conceda a contagem dos votos dos eleitores, que foi negada injustamente pelo CNE e pelo TJE”. A nota também incluiu um apoio explícito a Jorge Aldana, candidato à prefeitura de Tegucigalpa (capital), cuja vitória, de acordo com o Libre, se confirma em 435 atas ainda não contabilizadas, bem como a outros candidatos a prefeitos e deputados que contestam seus resultados perante o órgão eleitoral.

“Reafirmamos nosso compromisso de unidade total de nossos líderes e militantes em nível nacional; bem como nosso voto de confiança à Coordenação do Partido Libre para a direção estratégica e luta política de nosso Partido em resistência, em defesa das conquistas do Povo”, conclui o comunicado.

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