As universidades federais do Pará terão, somadas, um corte superior a R$25,45 milhões no orçamento de 2026, conforme dados apresentados por UFPA, UFRA, Unifesspa e Ufopa. A UFPA terá redução de R$16 milhões; a Unifesspa, corte de R$2,06 milhões; a Ufopa, perda de R$4,39 milhões; e a UFRA aponta redução de 6% no orçamento discricionário, acima de R$3 milhões.
As instituições relacionam o corte à aprovação do PLOA pelo Congresso em 19 de dezembro e à sanção da LOA 2026 pelo presidente Lula, publicada em 31 de dezembro de 2025. O MEC informou que acompanha a execução orçamentária e que “estuda formas de mitigar o impacto para assegurar a completa execução das políticas públicas educacionais”.
No caso da UFPA, o reitor Gilmar Pereira afirmou que a lei aprovada prevê corte de cerca de R$16 milhões em relação ao projeto encaminhado pelo governo federal em agosto de 2025. Ele estimou queda de aproximadamente 7,2% no orçamento inicialmente proposto e afirmou que a universidade começará 2026 com volume de recursos para despesas discricionárias cerca de 4,5% inferior ao executado em 2025.
Gilmar Pereira destacou que as despesas discricionárias sustentam o funcionamento cotidiano da instituição, incluindo contratos de limpeza, vigilância, manutenção predial, fornecimento de energia elétrica, água e outros serviços terceirizados. Ele afirmou que a UFPA seguirá em diálogo com outras universidades e com a Andifes para defender recomposição orçamentária “como condição indispensável” ao funcionamento das instituições federais de ensino superior.





