Pais de alunos organizaram um abaixo-assinado em apoio à greve dos professores da rede municipal de São Paulo, em São Paulo, no sábado (9). A mobilização defende os profissionais da educação, que reivindicam reajuste de 5,4% no piso do magistério e valorização salarial de 14,56%. O gesto dos responsáveis pelos estudantes mostra que a paralisação não está isolada na categoria, mas encontra apoio entre famílias que convivem com a realidade das escolas.
A greve dos professores e funcionários da educação municipal expôs a distância entre a propaganda oficial da Prefeitura de São Paulo e as condições enfrentadas nas unidades escolares. A pauta salarial é o ponto mais visível, mas ela se conecta a uma cobrança mais ampla por valorização, estrutura e respeito ao trabalho docente. O abaixo-assinado dos pais surge justamente para contrariar a tentativa de jogar famílias contra professores.
Os profissionais reivindicam reajuste de 5,4% no piso do magistério e valorização salarial de 14,56%, conforme divulgado na chamada da reportagem e em publicações relacionadas ao tema. A diferença entre os percentuais revela que a categoria não reivindica apenas correção pontual, mas recomposição que reconheça perdas e desgaste acumulados. Em uma cidade com custo de vida alto como São Paulo, salário baixo afeta diretamente a permanência de professores na rede e a qualidade do trabalho nas escolas.
Ao assinarem uma manifestação pública de apoio, os responsáveis indicam que entendem a paralisação como parte de uma luta por melhores condições de ensino. Os familiares demonstram compreender que não haveria ensino de qualidade, caso os professores não recebam um salário digno e as escolas contem com um quadro profissional sobrecarregado.
A Prefeitura de Ricardo Nunes aparece no centro da cobrança. Quando a administração municipal se recusa a atender reivindicações básicas, empurra a rede ao conflito e tenta transferir o desgaste para os trabalhadores. A greve é consequência de uma política que não resolveu os problemas de salário e estrutura. O abaixo-assinado dos pais coloca a responsabilidade no lugar correto: sobre o governo municipal, que tem orçamento, comando administrativo e dever de responder à comunidade escolar.
O movimento dos pais também indica que a disputa pela educação pública não se dá apenas dentro das salas de aula ou das negociações formais. Ela envolve a atuação direta de setores populares. Ao defenderem os professores, as famílias defendem a escola que seus filhos frequentam.


