Oriente Próximo

Pahlavi apoia tanto o Irã que pede intervenção dos EUA no país

Filho do ditador deposto afirmou que um ataque norte-americano “aceleraria” a derrubada do regime e “salvaria vidas”

Reza Pahlavi, filho do xá do Irã derrubado pela Revolução Islâmica de 1979, voltou a pedir uma intervenção militar dos Estados Unidos contra o próprio país. Em entrevista à agência britânica Reuters à margem da Conferência de Segurança de Munique, Pahlavi afirmou que os Estados Unidos não deveriam prolongar as conversas sobre o programa nuclear iraniano e declarou que um ataque poderia acelerar a derrubada do governo.

Na entrevista, Pahlavi sustentou que a agressão norte-americana “aceleraria o processo” de “mudança de regime” e criaria condições para que iranianos “voltassem às ruas” em protestos. “A intervenção é uma forma de salvar vidas”, disse, expressando a expectativa de que uma ofensiva militar apressaria o que descreveu como a queda inevitável do governo.

Apesar de se apresentar como “nacionalista” e como alguém que buscaria o bem do povo iraniano, Pahlavi defende que o imperialismo ataque o Irã. Na prática, é um apelo por uma agressão contra a própria população do país, o que expõe o caráter farsesco do herdeiro de uma ditadura derrubada pela Revolução Islâmica: em vez de defender a soberania nacional, ele atua como porta-voz dos interesses do imperialismo.

As declarações ocorrem no momento em que Donald Trump combina ameaças e tratativas diplomáticas. A Reuters relatou que o presidente norte-americano demonstrou dúvidas sobre o tamanho do apoio de Pahlavi dentro do Irã, ao mesmo tempo em que mantém negociações relacionadas ao programa nuclear iraniano, sem abandonar as ameaças de intervenção.

Sobre as manifestações pró-imperialistas de janeiro, a agência estatal russa TASS informou que exames forenses teriam identificado munição de padrão militar israelense em corpos de crianças mortas durante os tumultos. No mesmo período, autoridades norte-americanas e israelenses, incluindo Donald Trump, elogiaram a violência.

Na frente diplomática, o chanceler iraniano Abbas Araghchi realizou neste mês conversas indiretas em Omã com o enviado dos EUA Steve Witkoff e com Jared Kushner, genro de Trump, com autoridades omanenses atuando como mediadoras. Em paralelo, estão previstas negociações na Suíça envolvendo também Rússia e Ucrânia, na terça e na quarta-feira, sob mediação norte-americana, como parte das tentativas de encerrar a guerra entre os dois países.

No sábado (14), o governo suíço confirmou que Omã mediará conversas entre Estados Unidos e Irã em Genebra na próxima semana. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores suíço declarou que Berna “está pronta a qualquer momento para oferecer seus bons ofícios” para facilitar o diálogo.

A fala de Pahlavi ocorre após outra declaração grotesca de Nancy Pelosi no mesmo evento. Em intervenção na sexta-feira (13), Pelosi defendeu a intensificação das sanções contra o Irã e disse que a população iraniana precisa “sentir a dor”. “Apenas enfraqueça a economia deles… porque eles têm apoio nas áreas rurais… temos que fazê-los sentir a dor também”, afirmou. Questionada sobre como derrubar o governo sem intervenção militar direta, respondeu: “use forças econômicas. Há maneiras que podem paralisar a economia. E algumas delas já estão em andamento”.

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