Esportes

Ouro: Brasil ganha 1ª medalha da história das Olimpiadas de Inverno

Lucas Pinheiro Braathen venceu o slalom gigante do esqui alpino em Milão-Cortina 2026

O Brasil conquistou neste sábado (14) sua primeira medalha nas Olimpíadas de Inverno, e ela veio em forma de ouro. O responsável pelo resultado foi Lucas Pinheiro Braathen, que venceu a prova de slalom gigante do esqui alpino na edição de Milão-Cortina 2026.

A disputa teve o suíço Marco Odermatt na segunda colocação e o também suíço Loic Meillard em terceiro. Giovanni Ongaro, outro brasileiro inscrito na prova, terminou em 31º.

O slalom gigante é uma das provas do esqui alpino em que o competidor desce a pista contornando uma sequência de “portas” (dois postes com bandeiras) mais espaçadas do que no slalom tradicional, o que permite curvas mais amplas e maior velocidade média. O atleta precisa manter a linha mais curta possível sem perder estabilidade, administrando a pressão nas bordas do esqui a cada mudança de direção. Qualquer erro de percurso, como passar uma porta do lado errado, elimina o competidor.

A vitória foi definida pela soma das duas descidas. Braathen liderou já na primeira apresentação, quando completou o percurso em 1min13s92, abrindo quase um segundo de vantagem sobre Odermatt (1min14s87). Meillard fez 1min15s49. Na segunda descida, o brasileiro marcou 1min11s08 e fechou com tempo total de 2min25s00, confirmando o primeiro lugar. Odermatt somou 2min25s58 e Meillard 2min26s17. Ongaro terminou com 2min34s15.

Até então, o melhor resultado do País em Olimpíadas de Inverno era o nono lugar de Isabel Clark no snowboard cross, em Turim 2006.

Com o ouro, o Brasil passa a ser o nono país a conquistar medalha dourada no slalom gigante, lista que antes de Milão-Cortina era formada por Áustria, Suíça, Itália, França, Noruega, Estados Unidos, Suécia e Alemanha. O resultado também coloca o País como o primeiro da América Latina a subir ao pódio dos Jogos de Inverno e o terceiro do Hemisfério Sul a medalhar, após Nova Zelândia e Austrália.

Braathen, de 25 anos, nasceu na Noruega e optou por defender o Brasil, por ser filho de mãe brasileira, após romper com a federação norueguesa. Ele chegou aos Jogos como principal nome do País nas provas de neve, ocupando o segundo lugar do ranking mundial do slalom e a vice-liderança da classificação geral da temporada. Nas últimas oito etapas do circuito, vinha terminando sempre entre os cinco primeiros, e, nesta temporada, já havia subido ao pódio quatro vezes: ouro no slalom em Levi (Finlândia), prata no slalom em Wengen (Suíça) e duas pratas no slalom gigante, em Alta Badia (Itália) e Adelboden (Suíça).

O brasileiro volta à pista na segunda-feira (16) para o slalom masculino. A primeira descida tem previsão para 6h e a segunda para 9h30 (horário de Brasília).

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