No último domingo, em mais um ataque contra a humanidade, os Estados Unidos da América realizaram a final do campeonato de futebol americano. Não bastasse a breguice de um esporte que somente um povo como o daquele país é capaz de gostar, o que mais chamou a atenção foi outra manifestação de breguice que, no entanto, causou comoção nas parcelas da América Latina e, em especial, do Brasil, menos críticas e mais sujeitas ao lixo cultural vindo do norte.
Trata-se da apresentação do cantor porto-riquenho Bad Bunny, cuja tradução do nome seria algo como “Coelhinho Mau”.
O evento do Super Bowl é sempre cercado de outras atrações, pois, por mais que os norte-americanos consigam gostar desse esporte, seria demais esperar que algum ser humano desperdiçasse três ou quatro horas de sua vida apenas com o tedioso futebol americano.
Foi durante um dos intervalos do jogo que ocorreu a apresentação do coelhinho maligno, patrocinada pela Apple.
A performance começa em meio a um canavial (sim, eu me impus a autotortura e assisti ao vídeo para poder escrever este artigo). Logo, aparecem trabalhadores cortando cana e, do meio da plantação, sai o coelhinho.
Ele caminha com uma bola oval nas mãos enquanto canta e passa por diversos “símbolos” da América Latina, como: mulheres rebolando, velhos jogando dominó (estavam se divertindo mais do que os espectadores do futebol americano, com certeza), manicures e muita, muita esfregação – e mais mulheres rebolando.
Na sequência, canta um trecho de Gasolina, de Daddy Yankee, este com o nome completamente sugestivo sobre o sentido da apresentação, já que, traduzido ao português, seria algo como “Papai Ianque”.
Surge, então, a sionista Lady Gaga para cantar um pouco e, do nada, aparece Ricky Martin com uma penca de bananas nas costas.
Por fim, Bad Bunny reaparece com uma bandeira de Porto Rico e inicia uma grande lista na qual cita a maioria dos países pertencentes às Américas. As bandeiras desses países saem desfilando, com a dos EUA à frente, guiando as demais. O cantor, então, diz “seguimos aqui” em espanhol e joga a bola no chão, gesto típico do esporte.
Isso bastou para que a imprensa pró-imperialista do planeta explodisse em um orgasmo conjunto, acompanhada da esquerda identitária e pequeno-burguesa.
Aqueles que passaram os últimos meses e dias completamente calados e sem se lembrar de que um país vizinho ao nosso foi bombardeado e seu presidente sequestrado pelos EUA, aproveitaram a deixa para compartilhar, à exaustão, a apresentação como se se tratasse da mais revolucionária obra de arte do milênio. Lógico, após já terem esquecido da revolução causada pela Madonna nas praias do Rio de Janeiro, das apresentações da Beyoncé, Lady Gaga e Shakira.
Luciene Cavalcante (PSOL-SP) propôs, por exemplo, que Bad Bunny seja cidadão honorário do Brasil, dando como justificativa que sua apresentação teve um “impacto cultura global” e que “a concessão de tal título é um ato de reconhecimento e de fortalecimento dos laços culturais que unem as nações”.
Parte da alegria vinda da esquerda é apenas um desenvolvimento da ideia de que “América” é todo um continente e não apenas o país do norte, uma polêmica que vem se desenvolvendo na Internet nos últimos anos.
A meu ver, por mais que a escola no Brasil ensine que exista um único continente americano, dividido em três partes — América do Sul, América Central e América do Norte —, a ideia é falsa.
Pensando apenas no que diz respeito à geografia física, a América do Sul se encontra sobre uma placa tectônica própria, enquanto parte do que consideramos a América Central está sobre a Placa do Caribe, e a América do Norte, sobre sua placa correspondente.
A América do Sul só se liga ao restante das Américas pelo Istmo do Panamá, que, em seu ponto mais estreito, tem apenas 82 quilômetros de distância.
Aliás, a América do Sul permaneceu durante cerca de 60 milhões de anos isolada no mar como um “continente-ilha” após sua separação da África e, pouco depois, da Antártida, tendo se conectado com o restante das Américas apenas há algo em torno de três milhões de anos, um período extremamente recente em termos geológicos.
Se levarmos o Istmo do Panamá como argumento para que se trate de apenas um continente, teríamos que considerar a Europa e a África como partes da Ásia, já que o continente africano se liga ao Oriente Médio através de um istmo na Península do Sinai, com cerca de 125 km de largura, enquanto a Europa tem cerca de 2 mil km de contato com a Ásia apenas nos Montes Urais, localizados na Rússia.
É claro, no entanto, que as aproximações e divergências culturais impactam na determinação do que é ou não um continente. Porém, não há semelhança cultural alguma entre os EUA e o México, Bolívia, Brasil, Argentina e Cuba.
A união cultural que existe se dá entre os países da América Latina e do Caribe em diversos fatores. Em relação à língua, por exemplo, a maior parte da região é falante de português e espanhol, duas línguas muito próximas entre si, inclusive. Os países que falam outros idiomas são minoria, com alguns falando francês, inglês ou holandês.
No entanto, há um contraste cultural enorme entre a maioria desses países e os EUA e o Canadá. Enquanto é praticamente impossível imaginar, por exemplo, qual é o prato nacional dos EUA, a culinária de todos os países da América Latina e do Caribe é extremamente diversa, sendo inúmeras as festas nacionais e locais, danças, músicas e ritmos que os EUA jamais sonharam em ter.
Em relação à história, por mais que a cartografia já apontasse a região descoberta nas grandes navegações como sendo “América”, o termo nem sempre foi muito utilizado. A Espanha preferia o termo “Índias” ou “Índias Ocidentais” para o conjunto dos países descobertos no Novo Mundo (outro termo muito utilizado, inclusive por Portugal).
No geral, é comum encontrarmos referências diretas aos territórios administrados por esses países. O termo “Brasil” para se referir à região que viria a ser nosso país já aparece em 1511 no Planisfério de Jerônimo Marini. É desde muito cedo que os colonos que aqui chegavam já se referiam ao local como Brasil.
A colonização dos EUA é muito diferente da que ocorreu por aqui. Se, em 1534, começam as capitanias hereditárias no Brasil, nos EUA a migração é muito mais lenta, tendo início aos poucos e se iniciando apenas em 1607 no que é hoje a Virgínia, a primeira das Treze Colônias. Sua migração massiva, por outro lado, se dá apenas na metade do século XIX, quando os EUA já eram, inclusive, um país independente.
Durante a história da colonização dos EUA, a Inglaterra nunca pensou em dar um nome unificado para a região, porque nunca pensou em fazer daquilo um país. Diferente do Brasil, os EUA eram, antes de sua independência, um conjunto de pequenas colônias, cada uma com um nome próprio.
Na cartografia inglesa, entretanto, para simplificar, era comum encontrar coisas como “North America” ou “British America”, enquanto as colônias de Portugal e Espanha já tinham nomes próprios.
“América” ou “América do Norte”, portanto, foi se tornando aos poucos o nome do que viria a ser um país. Com a independência, as pequenas e isoladas colônias britânicas na região se uniram e formaram os “Estados Unidos da América”, que posteriormente foram para o oeste e se tornaram do tamanho que são hoje.
Os colonos que saiam da Inglaterra diziam “vou para a América”, enquanto, os que saiam de Portugal diziam “vou para o Brasil” e os saídos da Espanha se referiam ao Peru, à Rio da Prata ou outro local já batizado com algum nome. Não havia muitas referências ao conjunto dos territórios descobertos a partir de 1492.
Portanto, por mais que dê para entender que América se refira também a uma ideia de continente, e por mais que se acuse os americanos de não terem capacidade de criar um nome melhor de país, é forçoso tentar criar uma unidade, de qualquer forma que seja, entre os EUA, o Canadá e os demais países da região.
É também cômico observar como agem — e se entregam — os identitários nessa situação.
São todos “decoloniais”, mas somente em relação à colonização portuguesa, que se encerrou há dois séculos. No que diz respeito à colonização americana, todos querem que o Brasil seja um dos “estados unidos”.
Se os argumentos desta matéria não te convencem, basta olhar para os termos que esse pessoal utiliza: mansplaining, manterrupting, gaslighting, body shaming, stalking, red flag, queer e, é claro, o próprio “decolonial”, que nada mais é do que uma importação teórica das universidades norte-americanas. É proibido falar em português.
Enfim, voltando para a apresentação do Coelhinho, é incrível como os identitários têm uma imensa capacidade de se desfazer de “lutas importantíssimas”, que ontem poderiam levar qualquer um que discordasse à prisão.
Alguns anos atrás, um dos piores crimes que um desavisado poderia cometer seria o de estereotipar algum grupo. Lembro de uma discussão que tive com uma pessoa extremamente nervosa por ter escutado a expressão “república das bananas” em algum contexto que já esqueci, mas de que tenho certeza de que não fazia referência aos países da América Central. Lembro somente da pessoa tentando me explicar toda a dor e sofrimento que nós, latino-americanos, sentíamos quando alguém se utilizava do termo.
Agora, porém, nem um pio sobre o fato de que a apresentação trata os países da América Latina como uma grande fazenda de cana ou de banana.
Em relação à mulher, houve um tempo em que o problema era a chamada “objetificação”. Porém, agora, tudo bem que as mulheres sejam retratadas rebolando e se esfregando; afinal, a diva Lady Gaga, obviamente não latina, aparece como o contraponto para o bacanal que acontecia na parte de baixo.
E, claro, não nos esqueçamos da grande empreendedora manicure que aparece logo no início. Obviamente, somente as mulheres latino-americanas poderiam fazer esse tipo de serviço.
Enfim, longe de mim acreditar que o grande problema de tudo isso fossem os estereótipos, mas esse era o grande crime segundo os identitários até pouquíssimo tempo atrás.
Os identitários também tentam dar a entender que a apresentação se trata de um ataque ao imperialismo norte-americano. Porém, a “crítica” da apresentação foca apenas e tão somente em dizer que o gentilício “americano” deveria ser empregado a todas as pessoas, não somente aos nacionais dos Estados Unidos da América.
“Deus abençoe a América: Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Brasil, Colômbia, Venezuela, Guiana, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala, México, Cuba, República Dominicana, Jamaica, Haiti, Estados Unidos, Canadá, Porto Rico.… pic.twitter.com/Cmcrrk006P
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) February 9, 2026
Sendo assim, pode até ser que sejam ataques contra o nacionalismo da população dos EUA, mas não à política do imperialismo do país. O que, convenhamos, não leva a lugar algum mesmo que fosse correta a generalização de “América” ou “americano”.
É, também, bizarro o fato de que alguém tenha a capacidade de acreditar nesse tipo de peça de propaganda, porque é disso que se trata, imaginando que a apresentação representou o pensamento do cantor em questão. Washington Araújo, por exemplo, disse em uma coluna no Brasil 247:
“Ao escolher não traduzir sua língua nem suavizar sua origem, o artista porto-riquenho transformou o maior palco da televisão estadunidense em um espaço de afirmação identitária e questionamento histórico. O que estava em jogo não era apenas música, mas pertencimento.“
e
“Cantar em espanhol no Super Bowl não foi gesto estético isolado. Foi uma intervenção na lógica da hegemonia cultural. Pela primeira vez, o espetáculo mais assistido da televisão americana recusou a língua inglesa como requisito de universalidade. Não houve legenda, adaptação ou concessão pedagógica.
A mensagem foi direta: não é a língua que limita o alcance de uma obra, mas a disposição do poder em reconhecer outras centralidades.“
Santa inocência. O autor da coluna, assim como a maioria da esquerda que entrou na campanha, acredita realmente que algo completamente revolucionário passaria pela organização do evento? Não se trata de uma declaração de surpresa do cantor, não se trata de algo que ele falou que não estivesse previsto, mas sim de toda uma organização planejada pelo evento ou, caso não tenha sido pensada pelos organizadores, pelos menos aceita por eles.
Ou seja, ou a organização não viu que várias bandeiras de países latino-americanos estavam sendo preparadas para a apresentação, assim como um cenário tentando simbolizar os países da região, ou temos que chegar à conclusão de que a organização de um dos principais eventos anuais norte-americanos está levando adiante uma política a favor da América Latina, segundo o ponto de vista de Washington Araújo.
Para se ter uma ideia de quão absurdas são essas suposições, o simples gesto de mostrar o dedo do meio durante a apresentação do Super Bowl de 2012 levou a um processo da NFL contra a cantora M.I.A. Imagine, então, se um cantor tivesse feito uma crítica à política dos EUA durante o evento sem a permissão dos organizadores.
Aliás, não é incomum que a política do imperialismo apareça nas apresentações do Super Bowl. Beyoncé fez uma apresentação com referências aos Panteras Negras em 2016, o que nada mais era do que parte da campanha contra a eleição de Trump naquele ano. Em 2020, outro ano em que Trump estava disputando as eleições, Jennifer Lopez e Shakira se apresentaram com algumas crianças enjauladas, levando muitos a associarem a apresentação a críticas às políticas migratórias do político republicano. Já em 2022, Eminem se ajoelhou após a apresentação, levando muitos a acreditarem que se tratava de uma referência ao gesto de Colin Kaepernick, um jogador de futebol americano que se ajoelhava no momento do hino nacional e não o cantava, dizendo protestar contra o assassinato de negros pela polícia dos EUA.
É evidente, portanto, que se trata de um evento de propaganda do Partido Democrata. Por mais justas que pudessem parecer as críticas, porém, não se tratavam nunca de críticas reais, apenas de demagogia e propaganda eleitoreira. O gesto de se ajoelhar de Colin Kaepernick, por exemplo, foi muito utilizado na tentativa de apaziguar a população dos EUA que havia se radicalizado após o assassinato de George Floyd, em 2020. Na ocasião, ao invés de uma luta contra a polícia, os democratas desviaram o foco com gestos, derrubadas de estátuas, músicas e palavras de ordem vazias, o que acabou levando as grandes manifestações ao fim, mantendo-se a violência policial.
Os artistas utilizados são sempre muito bem selecionados antes de se apresentar. Nunca veremos alguém que poderia, por exemplo, denunciar o genocídio na Palestina ou pedir a liberdade de Maduro no palco entre uma música e outra. Ao contrário, o cantor do evento deste ano havia acabado de ganhar o Grammy, outro prêmio que serve como uma espécie de tutela do imperialismo.
Vamos, enfim, a possíveis motivos da apresentação neste ano:
O primeiro deles, já descrito acima, seria o da necessidade de uma união entre os EUA e suas colônias do sul, ou seja, nós. O “somos todos América!” parece uma tentativa de fingir que o imperialismo não existe, que todos os países dos continentes americanos, ou do continente, estão em pé de igualdade. É a mesma ideia dos que dizem que o trabalhador pode negociar diretamente com o patrão, que ambos estariam em condições iguais e que não haveria necessidade de sindicatos, com uma diferença de escala que chega aos países. Basicamente, é o pedido para se tornar uma colônia formal.
É interessante também notar que a maioria dos artistas utilizados para transmitir essa ideia de uma unidade panamericana sejam porto-riquenhos. Tanto Bad Bunny e Ricky Martin, que estão na apresentação, quanto Daddy Yankee, que tem sua música brevemente cantada, são de Porto Rico.
Enquanto escrevei, lembrei de uma outra música, do cantor Residente, também de Porto Rico, chamada “This is not America”, em referência à música “This is America”, de Childish Gambino, e que, basicamente, argumenta o que os identitários fazem à exaustão: “América não é um país, é todo um continente!”.
O uso de artistas de Porto Rico, legalmente uma colônia dos EUA, me faz pensar que o nacionalismo no país tem crescido e que podemos esperar por manifestações de independência no arquipélago nos próximos anos. Os porto-riquenhos pedem para se separar da América enquanto são bombardeados de forma exaustiva na imprensa com: “você é parte da América!”.
Recentemente, inclusive, em uma visita de Kamala Harris a Santurce, um bairro de San Juan, a então candidata à presidência dos EUA foi recebida com um protesto contra sua presença. Sem saber o que significava, aplaudiu no ritmo da música até ser alertada sobre a letra de uma música que era cantada por residentes, como pode ser visto abaixo:
https://x.com/AlbertoMedinaPR/status/1771306610071310804
Em segundo lugar, é óbvio que se trata de uma campanha eleitoral contra Donald Trump, que inclusive criticou a apresentação.
Não se trata, obviamente, de uma campanha em defesa dos imigrantes nos EUA, mas sim contra Donald Trump no governo do país, visto que os governos anteriores ao de Trump deportaram e trataram tão mal os imigrantes quanto ele. É o mesmo que já foi destacado sobre os anos anteriores. Nunca se tratou da defesa dos negros, das mulheres ou de crianças imigrantes, mas sim de propaganda política da principal ala do imperialismo.
É preciso lembrar que quem iniciou o embargo contra a Venezuela foi o governo Obama e que os democratas tiveram décadas para retirar os embargos contra Cuba, sem nunca o terem feito. Foi também o governo Obama quem deu o golpe em Dilma Rousseff e organizou a maioria dos golpes nos países vizinhos.
Portanto, acreditar que tal tipo de apresentação contribui em alguma coisa para a vida dos latino-americanos fora ou dentro dos EUA é acreditar em uma peça de propaganda eleitoral e ajudar para que um novo Biden seja eleito para cometer algum genocídio como o que o Partido Democrata organizou na Palestina.
Por fim — e o motivo que talvez devesse fazer todo o Brasil ficar com medo —, a apresentação de Bad Bunny parece ser mais uma tentativa de introduzir o futebol americano na América Latina.
Os esforços do imperialismo são grandes nesse sentido. Nos últimos dois anos, a NFL, liga de futebol americano, enviou jogos ao Brasil, mais precisamente à Neo Química Arena, estádio do Corinthians. Mais um jogo foi confirmado no estádio para este ano de 2026.
O número de propagandas do esporte também tem crescido no Brasil, e é praticamente impossível assistir a algum vídeo sobre futebol (futebol mesmo, não o americano) no YouTube sem que haja um comercial de uma marca de desodorantes que patrocina a NFL.
No final do ano passado, a Rede Globo anunciou uma parceria com a NFL para a transmissão dos jogos no Brasil, e o evento do domingo (8) passou ao vivo em um dos canais pagos pertencentes à emissora. Na TV aberta, a Globo transmitiu os melhores momentos do Super Bowl e exibiu a apresentação de Bad Bunny na íntegra.
É importante salientar também que o nome do esporte no Brasil é “futebol americano”. Dizer que “americano” é algo de todo o continente ajuda muito na propaganda para introduzir essa modalidade no nosso país e na região.
Trata-se, portanto, de uma peça de propaganda, como são todas as apresentações do Super Bowl. Se há algo a se admirar, é somente o fato de que o imperialismo consegue mobilizar a opinião da esquerda a favor de um esporte chato, de uma campanha para um avanço da colonização da América Latina e do engrandecimento do status de fazenda produtora de cana em todos os países do México para baixo.





