Grandes acontecimentos políticos marcaram 2025, tanto no plano nacional, quanto internacional. A contra-ofensiva do imperialismo progrediu em diversos países latino-americanos, com a subida ao poder, via golpe ou eleição fraudada, de governos de direita ou extrema direita alinhados com a política neoliberal do imperialismo. Revoluções coloridas atingiram países por todo o globo, como Bulgária e Nepal, a censura à Internet tem avançado nas legislações nacionais em quase todos os continentes, particularmente na Europa.
Contudo, o bloco anti-imperialista do eixo da resistência e outros setores também progrediram. A Rússia avança a passos largos para a vitória, o Hamas e a resistência palestina realizaram um feito histórico ao arrancar um cessar-fogo do regime nazissionista de “Israel”, o Irã avança seu programa nuclear e a China continua o desenvolvimento do seu projeto de investimento em infraestrutura.
A própria contra-ofensiva mostra claramente a crise do imperialismo e denuncia a farsa do sistema “democrático” internacional imposto pelo próprio imperialismo ao mundo. Os Estados Unidos cometem crimes diante de todo planeta ao atacar a Venezuela para tentar derrubar o governo e se apossar das riquezas naturais, sem disfarce algum. O imperialismo europeu e norte-americano, excetuando a ala trumpista, que prefere uma saída negociada, quer estender a guerra até o último ucraniano, até o último mercenário, o que não está tão longe do horizonte.
Todas essas questões tendem a ter um desfecho em 2026 ou, pelo menos, um amplo desenvolvimento. O ano tende a ser ainda mais intenso politicamente. Guerra na Ucrânia, Palestina, Venezuela, eleição na Colômbia, Irã, crise da China e EUA/Japão, estarão no centro da política mundial neste 2026.
Em meio a tudo isso, ainda teremos a Copa do Mundo de Futebol que começa em junho e acontece em três países: Canadá, Estados Unidos e México, que é também, além do espetáculo esportivo, um evento profundamente político. Nela a Canarinho, detentora do melhor futebol do mundo, vai brigar pelo seu sexto título mundial.
No Brasil, a eleição presidencial assume as características da política mundial, uma eleição na qual o imperialismo tenta recuperar o poder com um candidato próprio, que não é nem Lula e nem Bolsonaro. O futuro dirá se o imperialismo será vitorioso, se o derrotaremos ou se vai para um acordo com algum dos blocos populares em disputa.




