A 54ª Universidade de Férias da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR), realizada em Sorocaba (SP), tem recebido diversos participantes que participam pela primeira vez de uma edição do mais tradicional curso de formação política do Brasil. Trabalhadores, índios, jovens e idosos descobrem um ambiente único que combina formação política, lazer na natureza e uma solidariedade coletiva rara nos dias de hoje. Muitos chegam agora, mas já saem com vontade de voltar e se aprofundar mais.
A equipe do Diário da Causa Operária colheu relatos de participantes que vieram para a Universidade de Férias pela primeira vez para saber o que acharam e se já tinham visto algo parecido.
O espaço, cercado por muita natureza, surpreende logo na chegada. Pedro, 27 anos, destacou o aconchego do ambiente. “É um espaço muito aconchegante, tem muita natureza e é um ambiente muito bacana”, disse. Ele afirmou nunca ter visto algo parecido organizado por partidos de esquerda: “Nunca, nada parecido nem perto disso”. Para ele, a formação política é essencial, e a experiência com a família despertou forte curiosidade: “despertou uma curiosidade muito forte em mim, em vir mais vezes até para me aprofundar mais”.
A integração entre as pessoas marca a diferença. Pedro observou uma conexão social intensa: “as pessoas estão conectadas, menos conectadas digitalmente, mas conectadas socialmente, algo que já é meio raro hoje em dia. Todo mundo está consciente de que está fazendo um trabalho harmônico”.
Yasmin, 23 anos, também em sua estreia, elogiou a convivência: “é maravilhoso, muito bom. As pessoas também são maravilhosas. Todas conversam, interagem com você mesmo não te conhecendo”, contou.
Bona, 72 anos, trouxe uma emoção especial por ser sua primeira vez em algo do tipo em toda a vida.
“É a primeira vez na minha vida que eu vejo algo do tipo. Estou bastante emocionada pelo fato de ver tantas pessoas juntas num ambiente assim tão positivo, todo mundo solidário”, relatou.
Ela comparou com sua passagem antiga pelo PT na juventude, mas ressaltou: “nunca tinha visto essa organização”. Para ela, o ambiente sem discriminação nem preconceitos representa um alívio, e a estrutura do partido pode trazer algo muito positivo para o Brasil.
Kennison, 16 anos, índio guarani-caiouá, viajou de longe para participar pela primeira vez de um movimento assim. “A gente fica muito feliz por estar aqui”, disse. Ele gostou muito do lugar, fez novas amizades e já planeja retornar: “no próximo ano já vou vir de novo. Estou querendo vir de novo pra cá. Porque eu acho bom, a gente aprende muitas coisas”.
A edição segue até 25 de janeiro, com mais atividades e possibilidade de chegada de novos participantes. Quem quiser se juntar ou obter informações pode entrar em contato pelo número (11) 99741-0436. A experiência de vir pela primeira vez é transformadora e muitos já garantem: vão voltar.





