Na última quarta-feira (31), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, reduza sua pena de 19 anos por meio de leitura e trabalho. Enquanto o magistrado garante direitos previstos em lei para o militar detido no Comando Militar do Planalto, o mesmo não se aplica à saúde de Jair Bolsonaro. Sob o pretexto de prazos processuais e conveniências da investigação, Moraes mantém o ex-presidente em um limbo jurídico que adia até mesmo uma cirurgia de hérnia essencial, evidenciando uma perseguição política.
De um lado, o general que integrou o “núcleo golpista” recebe o benefício da remição de pena, podendo abater dias de cárcere lendo obras sobre “democracia” e “totalitarismo”. Do outro lado, Jair Bolsonaro é submetido a um moedor de carne humano. O adiamento de sua cirurgia não é apenas uma questão burocrática; é o uso da dor física como ferramenta de pressão.
O objetivo não é o cumprimento da lei, mas a manipulação das eleições de 2026. Os capitalistas, que têm Alexandre de Moraes como seu testa de ferro, estão tentando fazer com que o ex-presidente se dobre ao seu plano: a desistência de uma candidatura bolsonarista e a transferência forçada de seu capital político para figuras mais “palatáveis” e controláveis pelo regime político, como Tarcísio de Freitas.





