Nesta quarta-feira (14), o MRT (Movimento Revolucionário de Trabalhadores), publicou um artigo intitulado Lula usa PL da Devastação para acelerar obras na BR-319 que põem em risco a Amazônia, os indígenas e a saúde pública. O grupo utiliza a tática de sempre para impedir o desenvolvimento da região: ameaça de catástrofe.
O artigo inicia dizendo que “o plano de pavimentação da BR-319 levado adiante pelo governo Lula ameaça a saúde, o meio ambiente e as comunidades locais. Construída entre 1972 e 1976 pelos militares, nunca foi pavimentada pelos enormes impactos que sua abertura de estrada causou no aumento do desmatamento, queimadas e ataques aos povos originários”.
Antes de mais nada, é preciso esclarecer uma ideia falsa repetida milhões de vezes: a do mundo intocado. A Amazônia não é formada apenas de matas e povos originários. Pelo menos 30 milhões de brasileiros vivem na região e necessitam de desenvolvimento. Estradas para que cheguem produtos, energia elétrica, hospitais, escolas e empregos.
O MRT reclama da “pavimentação da BR-319, rodovia que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO)”. Segundo o artigo, trata-se de “uma das principais obras do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo Lula”.
No parágrafo seguinte, escrevem que “sob a retórica de ‘solução logística e instrumento de integração regional’, o projeto prevê a pavimentação de um trecho que hoje corta uma das áreas mais preservadas da Amazônia, conectando extensos blocos de floresta contínua, terras indígenas e unidades de conservação, provocando diversos impactos socioambientais”.
O que essa gente quer, que caminhões fiquem encalhados nas estradas, que cargas apodreçam, ou que pessoas não consigam ser socorridas? Não se trata apenas de retórica, mas de um problema real.
Falsa argumentação
Tentando justificar sua posição, o MRT alega que “a construção da rodovia, projeto herdado dos militares em plena ditadura, além de uma enorme devastação ambiental, produziu também enorme concentração fundiária, grilagem de terras, extração predatória de madeira e mineração e muita violência no campo durante os anos 70, e o projeto de pavimentação, levado adiante hoje pelo governo de frente ampla, não apresenta uma perspectiva diferente.”.
A primeira coisa a destacar, é que mesmo os militares eram mais progressistas que essa gente do MRT. Além disso, se para produzir algum desenvolvimento fosse preciso colocar na frente os problemas, a humanidade não teria nem mesmo dominado o fogo. Grilagem, exploração ilegal de madeira, etc., devem ser enfrentadas como tal, não podem servir de empecilho.
Adiante, o texto afirma que “diversos estudos técnicos, ambientais e sanitários têm sido publicados ao longo das últimas décadas indicando que a pavimentação da BR-319 tende a provocar impactos profundos e duradouros. O maior impacto direto é nas comunidades tradicionais indígenas que vivem na região, que seriam as primeiras atingidas ao facilitarem a invasão a esses territórios, provocando deslocamentos forçados, desmatamentos, incêndios, destruição de ecossistemas inteiros”.
Quanto aos “estudos”, como este Diário já escreveu inúmeras vezes, não são isentos. Muitos desses estudos são encomendados por partes que têm interesse na região. As comunidades indígenas, ao contrário do que se tenta fazer crer, não querem viver eternamente isoladas, sem acesso, por exemplo, à internet ou serviços públicos, como escolas e hospitais.
Segundo os tais “estudos”, “a pavimentação da rodovia tende a intensificar a circulação de pessoas e a ocupação desordenada dos territórios da região amazônica que hoje são pouco habitados, o que favorecerá todas as condições para a disseminação de doenças infecciosas como malária e leishmaniose, que são associadas aos processos de abertura de fronteiras na Amazônia”. Ou seja, quase o fim dos tempos, o apocalipse.
A Amazônia não vai, e não deve ficar eternamente intacta. Aliás, essas ONGs e estudos servem apenas para atrasar o acesso do Brasil a suas próprias riquezas. O desenvolvimento da região não é apenas inevitável, é também desejável.
Porém, onde existe um enorme potencial de crescimento científico e social, o MRT vê apenas desgraça. Dizem que “a destruição da floresta e a fragmentação de habitats aumentam o contato entre seres humanos e reservatórios naturais de vírus e parasitas e eleva o risco de novas zoonoses. Se tratando de uma região marcada por um sistema de saúde frágil, não é difícil de imaginar que esse projeto representa um fator adicional concreto de aumento de adoecimentos e mortes”.
Denúncia
O MRT diz que “é preciso denunciar este projeto, que é a continuidade do arcaico e reacionário plano de país montado pelos militares, que ignora completamente as recomendações científicas e socioambientais”. Na verdade, é preciso denunciar os falsos ambientalistas, muitas vezes na folha de pagamento de ONGs financiadas por dinheiro da CIA.
A Amazônia está impregnada de milhares de organizações estrangeiras que dificultam o acesso à região para o próprio governo brasileiro. Segundo o IBGE, são 15.900 fundações privadas ou “sem fins lucrativos”. Se forem contabilizadas organizações com CNPJ, tipo igrejas etc., o número chega a 116.500. Já existe indígena sedo alfabetizado em inglês.
O que está oculto por trás da defesa da natureza são os interesses do imperialismo, que tenta impedir a todo custo que o País tenha acesso a seus recursos. O grande capital quer ele mesmo explorar nossas riquezas. Para isso, tenta nos impedir utilizando “ambientalistas” e chantagem.
Esses falsos ambientalistas tentam impedir quaisquer iniciativas para a Amazônia, não são apenas estradas asfaltadas, tentam impedir ferrovias, hidrovias, hidrelétricas, aeroportos. Com isso, condenam milhões de pessoas a viverem num eterno subdesenvolvimento.





