Política Interna

Nova operação das ONGs para caçar adolescentes ‘nazistas’

CNDH, conselho estatal dominado por ONGs imperialistas, inicia operação de propaganda em goiás para rotular estado como novo "antro de nazistas" após sucesso em Santa Catarina

CNDH

O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), um órgão estatal infiltrado por ONGs financiadas pelo imperialismo, deu início nesta segunda-feira (23) a uma operação propagandística no estado de Goiás visando pintar mais um território brasileiro como um suposto “antro de nazistas” e fortalecer a repressão imperialista e sionista, repetindo o modelo de intervenções anteriores em Santa Catarina.

Essa missão, que se estende até quarta-feira (25), é apresentada pelo CNDH como uma iniciativa para supostamente combater o discurso de ódio, o extremismo e o neonazismo, por meio de “escutas sociais”, seminários e audiências públicas. No entanto, tal operação representa uma clara infiltração de entidades não governamentais (ONGs) no aparelho estatal, promovendo as agendas políticas do imperialismo e de sua cria sionista de reforçar mecanismos de repressão. Essa forma de penetração de ONGs no Estado instrumentaliza a defesa dos direitos humanos em prol de manipulações da burguesia, submetendo instituições públicas a influências privadas, parte delas estrangeiras.

A operação em Goiânia é comandada pela Relatoria Especial de Enfrentamento ao Discurso de Ódio, Extremismo e Neonazismo do CNDH, com apoio de entidades como o Conselho Estadual de Direitos Humanos, Igualdade Racial e Combate ao Preconceito de Goiás (CEDHIRCOP), o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) e a Ouvidoria Especial de Combate a Crimes Raciais e de Intolerância da Câmara Municipal de Goiânia.

As organizações, rotuladas como “sociedade civil organizada”, nada mais são do que ONGs financiadas pela burguesia, muitas estrangeiras e imperialistas, com finalidades políticas e econômicas explícitas, nesse caso, para defender e legitimar formas de repressão estatal, especialmente agora contra o alvo demagógico dos sionistas: os nazistas, o que deverá se tornar uma senha para o combate ao “antissemitismo”, como o lobby sionista chama a esquerda e o movimento pró-palestina.

O cronograma da missão inclui, por exemplo, diálogos com representantes de religiões de matriz africana na Casa Axé Dan Fé Érò, um seminário temático na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) com o tema “Democracia no Brasil em Tempos de Discurso de Ódio”, e uma audiência pública na Câmara Municipal para coletar denúncias e contribuições da população. Isso é feito com a alegação de servir como meio para aprofundar um diagnóstico sobre práticas de ódio e extremismo em Goiás, fortalecer diálogos interinstitucionais e “escutar a sociedade”.

Contudo, expressões como “escuta social qualificada” e “fortalecimento de redes de proteção” mascaram que a “sociedade” ouvida são ONGs pagas pelo imperialismo e sionismo e o diálogo interinstitucional significa um aperfeiçoamento do aparato repressivo, agora com as instituições do Estado atuando de forma mais sinérgica para identificar, prender e punir indivíduos, e grupos que forem acusados de extremismo, como os defensores da Palestina são qualificados pela imprensa a serviço do sionismo. O intuito dessa operação é construir uma propaganda alarmista que justifique maior controle estatal, alinhado aos interesses repressivos do imperialismo e do sionismo.

Para entender o CNDH, é essencial destacar sua estrutura “paritária”, que significa um colegiado composto metade por representantes do poder público e metade por membros de ONGs. Apesar de serem entes privados, essas ONGs absorvem parte dos recursos públicos direcionados ao Ministério dos Direitos Humanos, incluindo servidores e estrutura para sua Secretaria Executiva. Instituído pela Lei nº 12.986/2014, o CNDH alega promover e defender direitos humanos com base em princípios da ONU, como os Princípios de Paris; mas, na prática, opera como um canal para que ONGs imperialistas influenciem políticas nacionais, drenando verbas públicas para agendas repressivas que servem aos grandes monopólios internacionais.

O objetivo real dessa operação vai além do declarado: trata-se de uma propaganda pela dicotomia “democracia versus fascismo”, uma senha ideológica que, ao combater supostamente o extremismo, pavimenta o caminho para a criminalização de vozes dissidentes, inclusive e principalmente à esquerda, além de submeter os setores menos esclarecidos do movimento operário à política da burguesia, compelidos pelo falso “combate ao fascismo”, que implica abdicar da própria política para apoiar que juízes e policiais “protejam a democracia”.

Um exemplo paradigmático é o caso de Jeremy Corbyn no Reino Unido, agora rotulado como “extrema-esquerda” pela imprensa burguesa com claro objetivo de reprimi-lo junto ao seu partido, o Your Party (Seu Partido, em português). Isso ocorre porque, como o controle por ONGs pagas pela burguesia sugere, movimentos supostamente democráticos como esse do CNDH buscam submeter a esquerda à política burguesa, neutralizando sua política real em defesa dos trabalhadores para obter o apoio institucional para supostamente conter o fascismo.

Esse padrão é particularmente perigoso para setores da esquerda pequeno-burguesa, que se impressionam com alertas sobre uma suposta ascensão do fascismo – embora ela de fato ocorra, mas impulsionada precisamente pela burguesia e pela repressão estatal e não por adolescentes supostamente neonazistas de Goiânia e Santa Catarina.

Como visto nas notícias sobre as “células neonazistas” em Santa Catarina, onde qualquer troca de mensagens com teor nazista era inflacionada como uma estrutura organizada, parte significativa da esquerda se sente “obrigada” a apoiar iniciativas burguesas ou figuras judiciais como Alexandre de Moraes para “combater o fascismo”, tornando-se reféns da política repressiva do imperialismo e do sionismo. O fascismo surge como expressão do próprio imperialismo em crise, que visa aprofundar a repressão e instaurar um regime de tipo bonapartista.

No caso de Goiás, essa operação deve replicar a realizada em Santa Catarina, potencialmente transformando Goiânia e o estado em um novo “antro de nazistas” por meio de propaganda. É mera propaganda e serve apenas para justificar a repressão do imperialismo.

Após casos semelhantes em Santa Catarina e no Rio de Janeiro em 2024, o CNDH, sob liderança de figuras como a presidente Ivana Leal (natural de Goiás) e o relator Carlos Nicodemos, expande sua atuação territorial, alegando consolidar uma política nacional contra o extremismo, mas essa expansão nada mais é do que a consolidação de uma infiltração perigosa, que subordina o Estado a interesses privados.

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