Jovens norte-americanos participaram de um acampamento de verão anti-imperialista realizado na região do Noroeste Pacífico dos Estados Unidos.
Segundo relato publicado pelo Serve the People, participaram estudantes do ensino médio, alunos de faculdades comunitárias e jovens operários. Durante o encontro, foram realizadas horas de estudos políticos, debates, atividades físicas e cantos revolucionários.
O programa incluiu documentos de organizações comunistas do Peru, Turquia e Índia e debates em torno das lutas revolucionárias nesses países.
Os participantes também manifestaram apoio ao Eixo da Resistência no Oriente Médio, destacando Irã, resistência palestina, Hesbolá e Ansar Alá. Bandeiras e faixas em solidariedade a essas forças foram exibidas durante o acampamento.
Uma das palavras de ordem apresentadas pedia a expulsão do imperialismo norte-americano do Oriente Médio.
A atividade possui importância especial por ocorrer dentro dos próprios Estados Unidos.
O imperialismo norte-americano dispõe do maior aparelho militar do planeta, mantém tropas e bases espalhadas pelo mundo e participa diretamente de guerras e golpes contra povos que procuram defender sua soberania.
O funcionamento desse aparelho depende também de convencer a juventude dos próprios Estados Unidos de que as guerras são necessárias e de que os povos atacados são inimigos.
A existência de jovens que rejeitam essa propaganda dentro do centro imperialista possui, por isso, grande valor político.
Nos últimos anos, a guerra contra o povo palestino produziu um enorme movimento entre estudantes norte-americanos. Universidades foram tomadas por acampamentos e manifestações contra o apoio dado por Washington a “Israel”.
A repressão foi igualmente grande, com prisões, expulsões e ações policiais dentro dos campi.
O acampamento do Noroeste Pacífico mostra que, apesar dessa ofensiva, existe uma parcela da juventude norte-americana procurando compreender as guerras a partir dos interesses dos povos oprimidos, e não da política externa de seu próprio governo.
A luta contra o imperialismo não pertence apenas aos países diretamente atacados pelos Estados Unidos.
Dentro da principal potência imperialista, estudantes e trabalhadores possuem um papel fundamental no combate à máquina de guerra de sua própria burguesia.





